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Resenha Política

Vaias no governador; senador Marcos Rogério, o novo Garçon ?

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Quem começou a legislatura entrando de bicão  nas entrevistas concedidas pelo senador Davi Alcolumbre, novo presidente do Congresso nacional, nas principais redes de TV, foi o senador rondoniense Marcos Rogério (DEM). Confira a coluna de Robson Oliveira

PRESIDÊNCIA – A  eleição do deputado estadual Laerte Gomes (PSDB) para a presidência da Assembleia Legislativa foi algo representativo e demonstra que o legislativo estadual optou pela independência e erguer barricadas contra qualquer ato de força do executivo contra direitos e garantias fundamentais, embora, na posse, o novo presidente do poder legislativo tenha ressaltado a harmonia entre os poderes. Laerte é um parlamentar ponderado, habilidoso e bom no trato institucional. A presidência da Assembleia Legislativa necessitava de ares bem mais puros.

VAIAS – Não passaram despercebidas as vaias que o coronel-governador tomou durante a posse dos deputados estaduais. Não foram tão ensurdecedoras da forma como comentaram pelas mdias sociais, mas servem de alerta a um governante com tão pouco tempo de governo. Os cupinchas vão dizer que é bobagem e que foram orquestradas por servidores que tiveram interesses contrariados, o que é verdade. No entanto,  uma bobagem que tem tudo para virar um problema caso o coronel não melhore a forma de se comunicar com os governados. Pensar que vai ser ouvido usando o mesmo método do presidente é um engano. O coronel não é o capitão. E vice-versa.

MEMES-O ex-deputado federal Lindomar Garçon terminou passando para a história do Congresso Nacional como um parlamentar folclrico que fazia questão de sair em toda fotografia ou entrevista onde houvessem as lentes apontadas para uma autoridade. A intromissão do parlamentar terminou virando meme nas mídias sociais de forma avassaladora e ele (Garçon) achava que aquilo era uma boa forma de faturar na mídia. Ledo engano, os memes, em sua maioria, ridicularizam, apesar do deputado adorar e fazer questão de aparecer.

FOLCLORE – Quem começou a legislatura entrando de bicão  nas entrevistas concedidas pelo senador Davi Alcolumbre, novo presidente do Congresso nacional, nas principais redes de TV, foi o senador rondoniense Marcos Rogério (DEM). Vaidoso que é, a persistir com a mesma atitude do ex-deputado Garçon, em pouco tempo vira um personagem folclórico. A liturgia senatorial é bem diferente da Câmara baixa e exige de quem quer ser longevo na casa postura de altivez, senão vira folclore aos olhos de todos.

CAPITÃO DO MATO – Quem procurou conhecer o currículo do senador amapaense Davi Alcolumbre, ex-vereador, três vezes deputado federal e senador eleito na legislatura passada, conclui que o discurso de nova política que entoou no Senado Federal e que o catapultou à  cadeira de presidente não é tão  verdadeiro quanto informou. Foi um discurso para enganar os desavisados. Contudo, disputou a presidência senatorial com o alagoano Renan Calheiros, figura carimbada que dispensa adjetivos, fato este que ajudou com que as mídias sociais não esquadrinhassem a biografia do amapaense já que estava ocupada em detonar o alagoano, um capitão do mato acostumado a estripulias e com uma folha corrida maior que a casa grande.

LOROTA –  A sessão de preparação da posse dos senadores ocorreu com todo tipo de bagunça e causou perplexidade em alguns setores da população. Porém, o Senado já protagonizou cenas piores com um senador tomando um tiro dado por um dos seus pares, na frente de sua família. Cenas de pugilatos também já foram registradas, a exemplo dos sopapos dados pelo senador baiano Toninho Malvadeza nas fuças do senador paraibano Ney Suassuna. São cenas que devem ser repudiadas, mas nem a Câmara dos Lordes inglesa está  salva de cenas de selvageria. Basta rever os debates sobre o Brexit.

DESVIOS–  Os índices de violência em Rondônia, nesses primeiros dias do ano, têm assustado a população . Ainda não estão fora do controle, todavia são altos. É bom o imberbe governador colocar as barbas de molho porque,  em pouco tempo,  a população  vai exigir que ele devolva o número imenso de policiais militares às ruas, visto que muitos foram convocados para cargos de primeiro escalão governamental bem distinto da segurança publica.

AMBISMO –  O ex-governador Daniel Pereira (PSB) tem confidenciado a amigos próximos e ex-colaboradores que ambiciona a prefeitura municipal de Porto Velho e estuda o cenÁrio para definir o partido ideal a encarar a disputa. Hoje o ex-governador responde pela sinecura do SEBRAE.

DNIT – ResponsÁvel pela manutenção das rodovias federais, o DNIT se faz de morto e nÃo tapa os buracos da Jorge Teixeira e Avenida Imigrantes, ambas de responsabilidade do  órgão . A inoperância técnica obriga que os motoristas da capital façam manobras arriscadas quando trafegam pelas duas rodovias com as vias urbanas. Até os candirus do Madeira sabem que nesta época chuvosa os buracos aparecem nas rodovias, todos os anos, sem que nenhuma atitude preventiva seja tomada antes que as crateras destruam as BRs.

“PLEA BARGAIN”–  A única novidade  anunciada pelo pacote jurídico apresentado pelo ministro da justiça,  Sérgio Moro,  o “plea bargain”, instituto penal comum ao direito americano que permite ao suposto criminoso se declarar culpado sem ter que enfrentar todo o rito processual penal, ou seja, o acusado transaciona com o juiz e o MP uma pena mais branda, dando fim à contenda. Do ponto de vista da economia processual é um avanço, porém, ao que parece, solapa em tese o princípio constitucional da não autoincriminação. Moro é fã  dos resultados da operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália, mas gosta mesmo dos meios processuais estadunidenses para que sejam atingidos os fins do processo penal.

CURIOSIDADE – Uma curiosidade que não passou despercebida no mundo jurdico foi a forma pela qual Moro optou para modificar a legislação que autoriza a prisão em segunda instância. Ao invés de enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional, enviou em forma de lei ordinária. Mistério!!!!

MASMORRAS – O Ministro da Justiça vai ser obrigado, cedo ou tarde, a mexer também com o sistema penitenciário brasileiro que está  à beira do caos. Ao arrochar a legislação penal os efeitos nas masmorras serão sentidos imediatamente. Assim como a elevação dos custos.  

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