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Teoria da conspiração – Por Geovani Berno

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Hoje a temática que gostaria de abordar é sobre a Teoria da conspiração, também chamada de teoria conspiratória ou conspiracionismo, que nada mais é do que uma hipótese explicativa ou especulativa que sugere que duas ou mais pessoas ou uma organização têm tramado para causar ou acobertar, por meio de planejamento secreto e de ação deliberada, uma situação ou evento tipicamente considerado ilegal ou prejudicial.

Já ouvi muitas teorias conspiratórias em Rondônia, especialmente no caso do assassinato do então candidato a governo, Olavo Pires. Mas o meu foco hoje é voltado a tentativa de assassinato do hoje presidente Jair Bolsonaro. Sim, trato como conspiração, pois não acredito na versão apresentada de que Adélio Bispo agiu sozinho, e que poucas horas após o ato já haviam quatro, sim, quatro advogados, dos mais respeitados do Brasil, a postos para defendê-lo. Sem ele poder pagar, sem pedir defesa. Apresentaram-se espontaneamente. Depois não querem que falemos em conspiração… E, assim como nós jornalistas temos o direito de resguardar nossas fontes, os advogados também possuem a prerrogativa de não declarar quem está pagando a conta da defesa. O que sabemos é que não será pequena.

No entanto, este governo está sendo célere em provocar escândalos. A imprensa (Petista!!!) na opinião dos Bolsonarianos e, na visão de outros, mais séria e atenta, estão denunciando vários esquemas de corrupção dentro de um governo que se julgava acima do bem e do mal, sem falhas morais. E aí começou a guerra conspiratória. O lado de lá contra o lado de cá. Direitistas e esquerdistas se digladiam nas redes sociais tentando mostrar que o pau do galinheiro do outro é mais sujo do que o seu.

E nós, pobre povo somos bombardeados diariamente por informações falsas plantadas pelos dois lados. Não entrarei no mérito de quem está com a razão ou não. O que precisamos acabar neste país é com a defesa de pequenas corruptelas. Pequenos delitos são tão graves quanto roubar milhões. Tudo é crime passível de punição.

Portanto, tenho defendido que todos, seja o lado que estiver, tem de ser punido comprovada a sua culpa. Estando ao lado do presidente ou não. O que não podemos é ter lado preferencial, ou seja, é só o filho do Bolsonaro que pega dinheiro dos seus assessores? A ALERJ tem 64 deputados e só um fez isso? Sério? E no Congresso Nacional, dentre os 513 deputados e 81 senadores, nem unzinho sequer faz este tipo de negociação em cargos? E na ALE-RO quantos fazem isso?

Se é para servir de exemplo, para punir, que arranquemos o mal pela raiz, mas que o Coordenadoria Administrativa Financeira (Coafi) investigue tudo e todos. Não apenas mirem um grupo. Assim, além de transparência ganharemos em inibição ao crime, em alerta ao eleito, que saberá que se fizer coisa errada vai cair na malha fina e terá de se explicar, perder o mandato, ficar inelegível, ir

para cadeia… se tivermos investigação séria com punição exemplar, com certeza, o crime deixará de compensar e teorias conspiratórias dentro e fora do governo serão minimizadas. Aliás, estes boatos espalhados pelas redes em forma de “fake news” também deveriam ser exemplarmente punidos. Especialmente a quem recebe e multiplica esse tipo de informação errada e inútil. Mas isso fica para outro artigo…

Geovani Berno é jornalista (DRT 1305/RO)

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