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Brasil

Sobrevivente do ‘Caso Marielle’ revelou à polícia briga de vereadora e Carlos Bolsonaro

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Carlos e Marielle eram vizinhos de gabinete na Câmara de Vereadores

Fernanda Chaves, a assessora que acompanhava Marielle Franco na noite do assassinato e sobreviveu, contou à polícia, em março do ano passado, que a vereadora tivera uma briga pública com Carlos Bolsonaro no começo de seu mandato, em 2017.

O depoimento de Fernanda foi logo após o assassinato.

Carlos e Marielle eram vizinhos de gabinete na Câmara. Segundo Fernanda, ainda em 2017, Carlos, passando pelo corredor, ouviu uma conversa de um assessor de Marielle com uma pesquisadora mexicana. Ao apontar para o gabinete de Carlos, o assessor referiu-se a ele como “fascista”. Carlos estava no telefone, mas ouviu e começou a discutir com o funcionário.

Marielle Franco foi assassinada em março do ano passado Foto: Mario Vasconcellos / AFP

“Repete, seu merda. Repete. Você é um merdão, diz na minha cara”, gritou Carlos com o funcionário.

O funcionário repetia com calma, e explicava o que havia dito, mas Carlos não ouvia.

Marielle viu a cena e entrou entre os dois. Marielle peitou Carlos e ameaçou chamar a segurança.

Vereador Carlos Bolsonaro

Conforme mostraram os repórteres Flávio Costa e Bernardo Barbosa, Carlos Bolsonaro depôs à Polícia Civil em 26 de abril do ano passado sobre o incidente.

Desde então, Carlos parou de entrar no mesmo elevador em que estivesse Marielle ou outra assessora negra da vereadora. Segundo antigos assessores da vereadora, Carlos só entrava no elevador quando estavam assessores brancos de Marielle.

A informação é de Guilherme Amado, de Época. A coluna afirma que não conseguiu contato com Carlos Bolsonaro.

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