Bolsonaro chama de “idiotas úteis” manifestantes que vão às ruas cortes no ensino.
Ministro da Educação vai ao Congresso nesta tarde para explicar a diminuição da verba

Estudantes e entidades ligadas à educação realizam nesta quarta-feira, 15 de maio, manifestações e uma greve nacional em protesto contra os cortes de verba destinados ao ensino, anunciados pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro. Além dos contingenciamento de verbas destinadas a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do ministro Abraham Weintraub, que associou o corte de recursos a atos de “balbúrdia”.

Os manifestantes também reagem à difamação das instituições de ensino superior que têm sido alvo de correntes de mensagens distribuídas pelo WhatsApp. Paralelamente aos protestos estudantis e à paralisação das aulas, o ministro Weintraub presta esclarecimentos no plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira. A Câmara convocou o titular do MEC para explicar os cortes na educação.

Protesto de estudantes na Praça Afonso Pena, Centro de São José dos Campos, SP, nesta quarta. FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO CLAUDIO CAPUCHO

Todos os estados e o Distrito Federal registraram, nesta quarta-feira (15), manifestações contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Pela manhã, houve atos em ao menos 149 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

Opresidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”.

“A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou Bolsonaro nesta quarta, durante visita ao Texas (EUA).

Protestos de alunos da Unir na Avenida Sete de Setembro — Foto: Diêgo Holanda/G1

Foto de capa Protesto no Largo do Rosário, em Campinas, contra bloqueio de verbas da Educação. — Foto: Luciano Calafiori/G1

Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) fecharam no fim da manhã desta quarta-feira (15) a Avenida Sete de Setembro, principal via da capital, para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), cerca de 200 pessoas estiveram no manifesto pacífico. A Polícia Militar (PM) acompanha o protesto, mas não divulgou o número de manifestantes.

A concentração dos universitários começou na Praça do Baú, centro de Porto Velho, e logo depois os estudantes seguiram até a Avenida Sete de Setembro para pedir o fim do bloqueio de verbas à Unir. Na sequência eles fecharam a via, no cruzamento com a Avenida Rogério Weber.

O grupo também usou cartazes para pedir o fim da reforma da previdência, que tramita no Congresso Nacional em Brasília (DF).

Segundo os alunos, a situação da Unir é “caótica” e, com esse bloqueio de verbas, a universidade no estado não deve funcionar a partir de julho, pois ficaria sem dinheiro para pagar contas de energia, telefone e serviços terceirizados.

Com G1 e El País

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