Connect with us

Brasil

PSL pagou por parte de campanha de Bolsonaro com “caixa oculto”, revela site

Publicada

em

Compartilhe

Levantamento de notas fiscais e documentos públicos do PSL junto ao Tribunal Superior Eleitoral mostra omissão de despesas com campanha do presidente, apontadas apenas como “gastos oriundos do partido”

Uma análise de documentos do Tribunal Superior Eleitoral realizada pelo site Vortex sugere que o Partido Social Liberal (PSL) omitiu despesas com campanha do presidente Jair Bolsonaro da justiça e as classificou como gastos ordinários de partido, e não como “despesas eleitorais”, como exigido pela justiça.

Segundo documentos divulgados pelo portal, as descrições dos valores foram apontadas pelo PSL como gastos ordinários, mas o registro de notas fiscais e contratos que foram anexados durante prestação de contas mostram o contrário. No levantamento, pelo menos R$ 915,4 mil do dinheiro do partido foram repassados para empresas que trabalharam na campanha de Jair Bolsonaro.

Ao todo, o levantamento mostra cinco empresas diferentes que, segundo contratos, tiveram ligação direta com atividades da campanha eleitoral de 2018, mas não foram registradas na prestação de contas ou tiveram registro com valor diferente do presente nas notas fiscais. Nenhuma delas consta como “doações de recursos estimáveis” feitas pelo PSL à campanha.

homem falando em microfone
Alan Santos/PR – 8.10.19Bolsonaro diz que não pretende sair do PSL ‘de livre e espontânea vontade’

Uma das empresas, a Ideia Marketing Digital, que tem como sócio Érico Filipe de Mello, um ex-assessor da família Bolsonaro , recebeu R$ 65,4 mil do PSL para criação de registro do site da campanha presidencial, criação de bancos de dados com ajuda das redes e disparo de mensagens pelo WhatsApp para apoiadores.

Outras empresas, como o caso da Mosqueteiros Filmes (responsável pela produção do single “Muda Brasil”), recebeu R$ 70 mil e teve R$ 135 mil declarados na prestação de contas eleitorais. Já a LCL Salles, recebeu R$ 50 mil e teve como declarado na prestação de contas R$ 15 mil. As duas empresas apresentaram documentos de esclarecimento à reportagem da Vortex .

Outro repasse detectado pela análise foi à empresa AM4, que sedia em loja da Google play o desenvolvimento do “aplicativo oficial da campanha de Jair Bolsonaro”. Nas notas, o valor pago pelo PSL foi de R$ 480 mil. Na prestação de contas eleitorais, o valor é de R$ 650 mil e nas doações de recursos feitas pelo partido à campanha não há valor afirmado. Em posicionamento, a empresa afirmou que prestou serviços ao partido e não a políticos específicos.

A quinta e última empresa apontada, J E J Marketing, teve contrato firmado até o dia 19 de agosto, três dias após a campanha de Jair Bolsonaro começar. A produção de 20 vídeos para o então classificado como “candidato” e “pré-candidato” e confecção de música tema para a campanha estão detalhados no contrato. R$ 250 mil foram repassados à empresa, segundo notas, e nenhuma parte do valor consta na prestação de contas eleitorais.

Em resposta, a J E J afirmou que “Todo o material produzido pela JJ Marketing foi entregue ao PSL aos cuidados do Sr. Gustavo Bebianno, assim como toda a documentação necessária”. O PSL ainda não se posicionou sobre o assunto.

Continue lendo
Anúncios
Comentários

Brasil

Prefeita do PSDB é detida por usar carro oficial para fazer compras em SP

Publicada

em

Compartilhe

Mulher foi flagrada com um carro oficial fazendo compras na noite desta sexta-feira com um casal de amigos quando foi abordada por um policial civil

A prefeita Renata Devito (PSDB-SP), do Município de Vera Cruz, cidade distante 85 km da capital paulista, foi levada para a delegacia ao ser flagrada em carro oficial fazendo compras em um shopping na noite desta sexta-feira (14).

Momento em que o policial aborda a prefeita dentro do centro comercial
Reprodução

Ela foi vista no estacionamento de um Outlet, em São Roque, e foi abordada por um policial civil que trabalha na delegacia de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, que flagrou a prefeita guardando uma série de sacolas de compras no carro.

Ele questionou a prefeita porque ela estava utilizando um veículo oficial para fazer compras às 9h da noite de uma sexta-feira e, segundo o policial, ela disse que não devia satisfação, entrou no carro e tentou ir embora.

O policial, então, se posicionou na frente do carro e impediu que a prefeita saísse do estacionamento. Em meio a uma discussão, o policial deu voz de prisão para a prefeita de Vera Cruz, que estava acompanhada de um casal de amigos.

Todos foram levados para a delegacia Central de São Roque, onde o caso será registrado. A prefeita pode responder pelos crimes de peculato ou improbidade administrativa. Via R7

||+destaques

Continue lendo

Brasil

PM da Bahia detém repórteres da Veja que investigam morte de miliciano

Publicada

em

Compartilhe

Eles tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do miliciano morto, ligado à família de Bolsonaro

Dias depois de assassinar o ex-capitão da Polícia Militar Adriano da Nóbrega, a PM da Bahia prendeu nesta sexta-feira 14 dois repórteres que investigavam a morte do miliciano ligado à família de Jair Bolsonaro.

Mesmo identificados como jornalistas, os repórteres Hugo Marques e Cristiano Mariz, da Veja, foram detidos enquanto tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do assassinato.

Segundo a Veja, mesmo depois de apresentarem suas credenciais de jornalistas, os policiais, de armas em punho, determinaram que os dois saíssem do carro, levantassem as mãos, abrissem as pernas para serem revistados. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, indagou várias vezes um dos soldados.

O repórter e o fotógrafo foram revistados e depois conduzidos à delegacia. Os policiais apreenderam o gravador de Marques com diversas entrevistas realizadas ao longo da semana. Os dois foram liberados após 20 minutos. Um agente que se identificou como Sérgio Pinheiro informou ao veículo que a detenção foi uma medida de segurança. 

A revista publicou na noite desta quinta fotos do corpo de Adriano, que reforçam a tese de que ele foi executado – e não morto em meio a um tiroteio, como foi alegado pelas polícias do Rio e da Bahia, que realizaram a operação.

O laudo sobre a morte registrou ainda que dois tiros foram disparados contra Adriano a uma distância curta. “Além disso, as imagens revelam um ferimento na cabeça do ex-capitão, logo abaixo do queixo, queimaduras do lado esquerdo do peito e um corte na testa”, diz a reportagem.

||+destaques

Continue lendo

Brasil

Greve dos petroleiros já dura 14 dias em 101 unidades da Petrobrás em 13 estados do país

Publicada

em

Compartilhe

Passeata em apoio a greve dos petroleiros fechou ruas do Centro do Rio

Uma passeata em apoio a greve dos petroleiros e “em defesa da Petrobras” interditou ruas e avenidas no Centro do Rio desde o início da noite de quinta-feira (13).

O ato, que também foi a favor da redução do preço do combustível e gás de cozinha, interditou a Avenida Presidente Vargas e por volta das 19h interditava a Avenida Rio Branco.

As linhas 1 e 3 do VLT operavam de forma parcial por volta das 18h. A linha 1 fazia o trajeto da Praia Formosa a Parada dos Museus e a linha 3 ia da Central a Santa Rita.

Às 18h20, a cidade tinha 132 km de congestionamento em toda a cidade. A média das últimas três quintas-feiras foi de 117 km.

A greve de petroleiros entra no 14º dia nesta sexta. A Petrobras informa que não há impacto na produção. A Federação que representa os trabalhadores aponta paralisações em 101 unidades da estatal em 13 estados do país.

Petroleiros alertam para desabastecimento e boicote

Reivindicações

A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) previstas para ocorrer no próximo dia 14. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões devem afetar mais de mil famílias.

Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.

Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é “descabido” e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa.

“As justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos”, afirmou a Petrobras.

Decisões na Justiça

No último dia 4, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras continuem trabalhado durante a greve, atendendo parcialmente a um pedido da Petrobras, que solicitou que o tribunal determinasse a suspensão do movimento.

Na decisão, o ministro Ives Gandra Martins Filho determinou que sindicatos que descumprirem a norma terão de pagar multas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, a depender do porte de cada entidade.

Com a manutenção da greve, na última quinta-feira (6) Martins Filho bloqueou as contas de sindicatos. Na decisão, o ministro afirmou que os sindicatos “não apenas descumpriram a ordem judicial… como promoveram adesão maior de trabalhadores”, ao analisar dados apresentados pela petroleira estatal. O ministro determinou ainda a suspensão do repasse mensal às entidades sindicais, compensando eventuais valores apurados em descumprimento da decisão.

Esta semana, a FUP e seus sindicatos protocolaram um agravo interno junto ao TST pedindo a reconsideração da decisão de Martins Filho. Com informações do G1

||+destaques

Continue lendo

Em alta