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Brasil

Preso pela PF, delator diz ter lavado dinheiro para Grupo Silvio Santos

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Operador financeiro Adir Assad diz que prática ocorreu por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo

Reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta quinta-feira o operador financeiro Adir Assad afirma que lavou milhões de reais para o Grupo Silvio Santos por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo.

As afirmações estão em anexos de seu acordo de colaboração premiada firmado com
integrantes da Operação Lava Jato. Depoimentos do operador foram compartilhados entre procuradores do Ministério Público Federal no aplicativo Telegram. O conteúdo dessas conversas, obtido pelo The Intercept Brasil, foi analisado pela Folha e pelo site.

Nos relatos compartilhados, Assad não menciona especificamente o apresentador e
empresário Silvio Santos, mas aponta como um dos contatos no grupo o sobrinho dele
Daniel Abravanel e o uso da empresa que comercializa a Tele Sena.

O esquema funcionou em duas épocas distintas, segundo disse Assad ainda na época em
que negociava a sua delação. No fim dos anos 1990, o operador diz ter firmado contratos superfaturados de patrocínio entre suas empresas e pilotos da Fórmula Indy e da categoria Indy Lights. Naquela época, disse, ele se relacionava com Guilherme Stoliar, que hoje é presidente do Grupo Silvio Santos.

Assad contou que o SBT tinha necessidade à época de fazer um caixa paralelo, mas não
sabe dizer com qual finalidade —se para remunerar bônus a executivos ou se para pagar
propina no setor público. Essa operação, estimou ele, movimentou R$ 10 milhões naquele período. Os pilotos patrocinados, contou, “apenas viabilizavam espaços de publicidade” e não sabiam das irregularidades nas transações. Entre os pilotos mencionados no relato do
delator estão Helio Castroneves e Tony Kanaan. O irmão de Assad, Samir, que trabalhava com ele e também virou delator, fez relato corroborando a história.

O delator Adir Assad durante depoimento à CPI do Cachoeira, em 2012 – Sergio Lima –
28.ago.12/Folhapress

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA FOLHA

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