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PM do RJ abafou inquérito contra Fabrício Queiroz por crime militar, revela revista. Ele segue ‘desaparecido’

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Ex-motorista de Flávio Bolsonaro foi indiciado pela corregedoria da Polícia Militar do Rio após suspeita de extorsão

A repórter Juliana Dal Piva, da revista Época, revela em reportagem publicada nesta sexta-feira que Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro e policial militar da reserva, respondeu a um Inquérito Policial Militar em 1999 devido a um suposto flagrante que resultou na prisão de Jorge Marcelo da Paixão, conhecido também por “Gim Macaco”. Paixão foi acusado por Queiroz e o sargento Fábio Corbiniano de Figueiredo de portar ilegalmente uma arma e 73 ‘sacolés’ de cocaína. No entanto, quando o caso chegou ao Judiciário, o homem terminou absolvido devido aos depoimentos de diversas testemunhas que presenciaram a prisão e tinham uma versão detalhada e oposta ao reportado pelos policiais. Assim, o promotor do caso, Felipe Rafael Ibeas, determinou que os dois fossem investigados pela Corregedoria da polícia e pelo MP. Até hoje, porém, a PM se recusa a informar sua decisão sobre o caso. 

Em 3 de novembro de 1998, Paixão contou à juíza Andrea Fortuna Teixeira, da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, que não foi preso na rua. Pelo contrário, estava na casa de uma vizinha trabalhando como mecânico. Em 30 minutos, ele disse à magistrada que a “polícia foi ao local e prendeu o depoente com o objetivo de tirar dinheiro, que os policiais disseram que, se o depoente não desse R$ 20 mil, seria embuchado”.

O motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), movimentou dinheiro além do que seus ganhos permitiam Foi o primeiro escândalo do novo governo. Foto: Reprodução

O corregedor-geral da PM à época, Francisco de Paula Araújo, abriu uma sindicância e concluiu pela “existência de indícios de crime militar”, o que o fez abrir um inquérito policial-militar (IPM). Em 7 de outubro de 1999, ele informou ao MP que os “autos encontram-se nesta corregedoria para relato e solução do sr. Comandante Geral”. Até janeiro de 2001, quando o MP decidiu arquivar o caso à espera da conclusão do IPM, o comandante, o coronel Wilton Soares Ribeiro, ainda não tinha deliberado sobre uma punição. Procurada, a Polícia Militar se recusa a emitir qualquer informação sobre o caso.

ÉPOCA também tentou obter as informações por meio de Lei de Acesso à Informação e foi informada de que “conforme o Plano de Classificação de Documentos, público no D.O. através da Portaria Conjunta APERJ/PMERJ Nº 15 de 08 de julho de 2014, a Ficha de Situação Judiciária do Policial Militar possui classificação de sigilo “reservado” por conter dados pessoais; regulada internamente pela Diretriz de inteligência Nº 001/1998”. A reportagem recorreu com base à LAI informando que solicitava exclusivamente os dados profissionais transcritos e o recurso não foi respondido e o prazo de resposta está atualmente expirado sem justificativa. 

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Frota avisa que entrará com pedido de impeachment de Bolsonaro

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O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) pediu a advogados que preparem um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro, devido à incitação da população contra o Congresso e o STF

Ex-aliado de Jair Bolsonaro,  o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) pediu a advogados que preparem um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro, devido à incitação da população contra o Congresso e o STF. Frota pretende apresentar o pedido nos próximos dias. A informação é do jornalista Guilherme Amado, em sua coluna no portal Época.

Frota criticou a iniciativa e prometeu trabalhar nas trincheiras das redes contra o antigo amigo.

“Eu acabo de solicitar a uma junta de advogados que, diante dos fatos, ameaças e do disparo do vídeo do celular dele. Vou entrar com o impeachment, vou assinar. Bolsonaro prometeu que sempre lutaria pela democracia. Mentiroso. Ele está abrindo uma crise institucional”, afirmou.

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Com 147 assassinatos, assaltos, roubos e ataques a veículos policiais, Moro diz que ‘não há uma situação de absoluta desordem nas ruas’ do Ceará

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Estado vive motim de PMs. Ministro da Justiça sobrevoou a região metropolitana de Fortaleza acompanhado do titular da Defesa, Azevedo e Silva, nesta segunda-feira

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira (24) que, apesar de o Ceará ter registrado um aumento nos crimes violentos, “não há uma situação de absoluta desordem nas ruas”. Moro participou de uma reunião para acompanhar a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará, junto com o governador Camilo Santana e os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Advocacia-Geral da União, André Luiz Mendonça.

Segundo o ministro da Justiça, a situação no estado “está sob controle”, mesmo com o crescente índice de assassinatos no Ceará. Moro disse ainda que as Forças Armadas estão no Ceará temporariamente, até que a paralisação de parte da Polícia Militar seja resolvida.

“As forças estão aqui subsidiariamente pra atender a uma situação que nós entendemos ser temporária e que deve ser resolvida brevemente. Existe um indicativo de aumento de alguns crimes mais violentos, mas não há uma situação de absoluta desordem nas ruas. As pessoas estão nas ruas, nós circulamos nas ruas. Não existem, por exemplo, saques a estabelecimentos comerciais, nem nada disso. A situação está sob controle, claro dentro de um contexto relativamente difícil em que parte da polícia estadual está paralisada”.

Durante a paralisação da PM, houve um aumento no número de mortes violentas no estado. Entre quarta-feira (19) e domingo (23), 147 homicídios foram registrados no estado pela Secretaria da Segurança Pública (SSPDS). Com mais de 70 mortes somadas, a sexta-feira e o sábado foram os dois dias mais violentos do estado desde 2012, ano da última paralisação de PMs no Ceará.

A média de assassinatos em 2020 era de seis casos por dia antes do motim.

Por conta da crise na segurança, a Força Nacional e o Exército passaram a atuar em Fortaleza. Atualmente, a segurança no estado é reforçada por 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional.

Policiais punidos

Até a noite de domingo (23), mais de 200 agentes de segurança haviam sido afastados por participação nos atos e 37 foram presos por deserção.

Desde terça-feira (18), homens encapuzados que se identificam como agentes de segurança do Ceará invadiram e ocuparam quarteis, depredando veículos da polícia. Policiais militares reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana.

Com G1

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Professor da rede municipal é preso após questionar ação da PM do Rio

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Os agentes acusam o professor Lucas Inácio Nascimento de desacato por ter questionado a conduta dos policiais que revistavam dois homens.

O professor de artes Lucas Inácio Nascimento foi preso na tarde deste domingo (23) no centro do Rio de Janeiro após questionar a conduta de policiais militares que revistavam dois homens. Os agentes acusam Lucas de desacato e de ter facilitado a fuga dos suspeitos.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o professor sendo detido com violência por três policiais militares. Um deles dá um mata leão em Lucas, que grita: “Estão me matando!”

Um amigo do professor afirmou que ele foi ao mercado, perto de sua residência, na Lapa, e que interferiu em uma abordagem policial que considerou violenta. Os rapazes que estavam sendo revistados teriam aproveitado para fugir.

Lucas foi encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá) e deve passar por audiência de custódia nesta segunda (24). A defesa ingressou com um habeas corpus durante o plantão judicial, mas teve o pedido negado.

Ele é professor da rede municipal e está sendo acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.

A reportagem questionou a Polícia Militar sobre o motivo da prisão de Lucas, mas não obteve resposta.

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