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Onde anda a Polícia Rodoviária Federal que não está operando na porta do presídio federal?

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Exército não tem preparo para lidar com motoristas na operação montada na BR 364

Quase metade da cúpula do Primeiro Comando da Capital, o temido PCC que domina o sistema prisional brasileiro está presa no Presídio Federal de Porto Velho, e isso representa risco e custo operacional altíssimo. O Ministério da Justiça disponibilizou o Exército para fazer a segurança da área. Soldados, helicópteros, iluminação e um efetivo 24 horas patrulhando as cercanias da unidade prisional. Mas, onde anda a Polícia Rodoviária Federal, que tem homens pagos (e bem pagos) que deveriam estar dando apoio à operação, mas não estão.

Cadê a PRF?

Na barreira montada pelo exército, militares esforçados fazem abordagens em veículos civis, mas é perceptível o desconforto dos soldados, que estão no local para fazer o que soldado faz, entrar em guerra. Para lidar com civis, seria necessário que a Polícia Rodoviária Federal estivesse no local, com cães farejadores, sistema de pesquisa de veículos, banco de dados de foragidos e traficantes. Sem esse aparato, o exército simplesmente se vê na função de “passar os olhos” sobre carros que transitam no local.

O presídio federal fica a poucos metros de um posto da PRF que apenas está lá. O patrulhamento das rodovias é praticamente inexistente e nos últimos tempos a Polícia Rodoviária tem se resumido a prestar socorro em casos de acidentes, ou dirimir conflitos com manifestantes que vez ou outra fecham as rodovias em Rondônia.

Especialistas em segurança pública do mundo inteiro, do Brasil também, são unânimes em afirmar que segurança se faz com inteligência. Porém, por essas bandas, a inteligência está sendo substituída pela força.

Soldados são preparados para combate, confronto, e não para lidar com civis no dia a dia. É para isso que temos polícias especializadas. Se for para deixar tudo nas mãos das forças armadas, a segurança do dia a dia inclusive, melhor estadualizar as polícias rodoviárias.

O exército se faz necessário no local, mas deveria ser uma força complementar, e não a principal. O desfecho pode ser trágico.

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