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“O senhor vai estar sim nos livros de história, mas como um juiz ladrão e corrompido”, diz deputado a Moro

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Ministro deixou a audiência na Câmara após fala de deputado Glauber Braga, ““Da história o senhor não pode se esconder. E o senhor vai estar sim nos livros de história, mas como um juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa para fazer com que a democracia brasileira fosse atingida”

Depois de mais de sete horas de audiência pública na Câmara dos Deputados, o ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça Sérgio Moro deixou o plenário da Comissão de Constituição e Justiça após questionamento do deputado Glauber Braga.

Enquanto o deputado federal do PSOL RJ fazia sua fala, a base do governo iniciava uma confusão no plenário. A presidência da mesa tentava reestabelecer a ordem mas Sérgio Moro saiu da sala sem mais explicações.

A sessão ficou suspensa por aproximadamente cinco minutos e foi retomada com a informação de que o ministro ainda estava na casa, mas após desmentir a informação a presidente da mesa, deputada Marcivânia Flexa, declarou como encerrada a audiência.

Durante toda a tarde dezenas de parlamentares direcionaram questionamentos a cerca das revelações feitas pela série de reportagens #VazaJato enquanto Moro repetia explicações evasivas.

Moro não respondeu a Gleisi

Durante a audiência Moro, negou-se a responder a uma questão formulada pela deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Gleisi questionou o ministro sobre denúncias feitas pelo ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran a respeito da relação dos advogados Marlus Arns e Carlos Zucolloto Junior com a esposa de Sergio Moro , Rosângela Wolff Moro.

Segundo Duran, Zucolloto Junior e Marlus o procuraram para oferecer benefícios  num eventual acordo junto à força-tarefa de procuradores da Lava Jato , o que passaria pelo abrandamento de sua pena em Curitiba e multa mais barata em troca do pagamento de propina.

Gleisi Hoffmann questionou: “Eu quero te fazer perguntas bem objetivas, o senhor diz ‘sim’ ou não’, pode ser com a cabeça: sua esposa, Rosangela Moro, trabalhou ou teve escritório com os advogados Marlus Arns e Carlos Zucolloto? Outra pergunta: o senhor ou a sua esposa mantêm ou mantiveram contas no exterior? Já receberam valores no exterior?” 

Moro voltou a desqualificar Tacla Duran e disse que “não tem nenhuma relação” com o advogado Marlus Arns, ponderando que, “até onde tem presente, é uma pessoa com absoluta correição”. Mas se negou a falar sobre a sociedade de sua esposa com Zucolloto Junior.

“Relativamente à referência à minha esposa, lamento, repudio essa afirmação. Eu acho muito baixo. A minha conduta pode ser atacada, pode ser atacada a Lava Jato… Mas colocar familiar que não tem qualquer relação com os fatos… Eu repudio essa insinuação”, disse o ministro.

“Em relação ao Zucolloto… É um amigo da família. Não tem nenhuma relação com Lava Jato, com investigado. Fizeram, lamentavelmente, ataques contra ele para tentar me atacar. É uma coisa tão deplorável… Começam a atacar parente, amigo, não tem nada a ver”, continuou. 

Sobre supostos recebimentos no exterior, Sergio Moro foi categórico: “É maluquice. Não tenho conta no exterior, sempre agi com absoluta correição. Se alguém quer me acusar disso, então apresente algum documento. Não sou eu que sou investigado por corrupção”.

A “taça de campeão”

O momento de maior descontração da audiência ocorreu por volta das 19h50, quando o deputado federal Boca Aberta (PROS-PR) entregou o “troféu da Liga dos Campeões” ao ministro. Para Boca Aberta, Moro “equivale ao troféu da Liga dos Campeões, cobiçado pelas maiores estrelas do futebol mundial”.

“O senhor, Sergio Moro, merece esse troféu, entregue pelo povo brasileiro, que não aguenta mais essa cambada de políticos safados, vagabundos, ordinários, ladrão do meu, do seu, do nosso, dinheiro”, disse Boca Aberta, que ainda desejou um “beijo no coração” do ministro. Sob vaias dos oposicionistas, o deputado entregou a taça ao ex-juiz federal.

https://youtu.be/N4M358b4tWQ

“Onde está a normalidade?”

A deputada Jandira Feghali, que é curitibana, foi mais incisiva contra Sérgio Moro. A parlamentar fez quatro questionamentos e o ministro não respondeu, “o senhor não apresentou provas que foram hackers”, referindo-se aos diálogos que estão sendo divulgados pelo site Intercept Brasil.

Veja a fala da deputada:

Com informações de Veja, G1, Mídia Ninja e UOL. Foto de capa – Lula Marques

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