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MP de Rondônia vai investigar se delegados da Pau Oco cometerem improbidade

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Procedimento tramita na 26ª Promotoria de Justiça de Porto Velho

O Ministério Público de Rondônia (MP/RO), após provocação do ex-governador Daniel Pereira, instaurou inquérito civil a fim de apurar supostos atos de improbidade administrativa praticados, em tese, por delegados responsáveis pela Operação Pau Oco.

Os servidores, já distribuídos a outros órgãos da Polícia Civil (PC/RO), ocupavam a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior (DRACO 2), que, “segundo consta, teriam violado os deveres de legalidade, impessoalidade e moralidade na execução de atos próprios de seus ofícios no âmbito da Operação Pau-Oco”

O procedimento tramita na 26ª Promotoria de Justiça de Porto Velho. De acordo com a movimentação, já houve despacho determinando providências a partir da última segunda-feira (04).

Áudios vazados

Desde a semana passada que áudios vazados do delegado Júlio Cezar de grupos de Whatsapp formado pela equipe da DRACO 2, que atua no interior do Estado comprovariam que a equipe teria induzido magistrado a erro ao inserir falsas informações sobre crimes que teriam sido cometidos pelo ex-governador Daniel Pereira, que ocasionaram buscas e apreensões em sua residência.

O delegado também sugere em outro áudio, que o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Walter Waltenberg poderia ser preso. O magistrado teria sido envolvido após investigações apontarem uma relação entre ele e o ex-deputado estadual Cleiton Roque. O delegado fala em “prender o presidente do TJRO:

Em nota divulgada esta semana, Waltenberg reagiu ao episódio e esclareceu, afirmando ter feito uma venda de gado ao padrasto do deputado e que nunca julgou nenhum tipo de ação referente ao parlamentar. O desembargador declarou:

Apenas para constar, deixei a função de Corregedor e Vice- Presidente do Tribunal Regional Eleitoral no ano de 2017, e participei de Julgamento de processos do interesse do então Vereador Cleiton Roque nos anos de 2011 e 2012, todos com votação unânime da Câmara Especial.

Walter waltenberg, presidente do tjro

O vice-presidente do TJRO, Renato Mimessi também reagiu aos vazamentos e afirmou que qualquer conduta inapropriada seria averiguada pelo TJRO, independente de quem fosse o acusado.

Para o ex-governador Daniel Pereira, a ação da polícia foi irresponsável e tratou-se de uma”operação com fins políticos de destruir sua reputação”.

A Polícia Civil afastou os delegados envolvidos e encaminhou para a corregedoria um pedido de providências. PAINEL POLÍTICO com informações do Rondoniadinâmica.

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