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Brasil

Líder do PSL acusa Bolsonaro de comprar votos e anuncia denúncia para cassação de 6 deputados

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Em entrevista ao GLOBO, Delegado Waldir fala sobre a guerra interna no partido

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse nesta sexta-feira, em entrevista ao GLOBO, que o presidente Jair Bolsonaro comprou votos na disputa interna do partido para eleger Eduardo Bolsonaro como líder. Ele disse também que a legenda vai pedir a cassação do mandato de seis deputados federais do PSL que estão no grupo dos bolsonaristas.

Leia trechos da entrevista:

Em um áudio vazado para a imprensa, o senhor chamou o presidente Jair Bolsonaro de ‘vagabundo’…

Eu não menti.

Mas por que ele é vagabundo?

Eu sou um dos quatro votos que ele teve quando disputou a presidência da Câmara. O filho dele estava surfando e eu estava votando nele. Desde aquela época ele já construía a candidatura à Presidência dele e eu estava ao lado dele. Depois, ano passado, quando ele foi para o PSL, eu fui um dos oito parlamentares que foram com ele. Eu abri mão de R$ 2,5 milhões que teria no PR para acompanhá-lo. Fui eu que segurei todas as pautas econômicas que iam explodir no início do governo dele. Era final do governo Temer e eu sozinho em plenário, como líder que estava naquele momento, segurei as pautas bombas. Andei em 246 municípios de Goiás no sol, arriscando a minha vida em cima de carro de som, pedindo votos e gritando o nome dele.

O que é a chave do cofre?

A chave do cofre é o fundo partidário. Nós temos eleições o ano que vem e o presidente da República quer tomar a chave do partido. Não foi esse o combinado. Ele combinou com o presidente Bivar que queria apenas o partido para se candidatar a presidente. Luciano Bivar fez isso e agora ele quer tomar o partido, o controle de todos os diretórios do país e controlar todos os recursos financeiros da campanha eleitoral que vai acontecer no ano que vem.

O lider do PSL na Câmara, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O senhor acusa o presidente de comprar votos. Pensa em entrar com alguma medida na Câmara?

 Isso quem tem de decidir é o Parlamento e os partidos, se entenderem que é motivo para pedir um impeachment. A gravação é clara. E mais: ontem, os ministros da Educação, Abraham Weintraub, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, estavam ligando para parlamentares pedindo para colocar Eduardo como líder do PSL. É justo isso?

Por que o senhor acha que o presidente mudou a conduta em relação ao senhor?

Não estou numa briga pessoal. Estávamos extremamente pacíficos e quietos, mas em razão da conduta do presidente de agredir Luciano Bivar e em seguida mandar a Polícia Federal avançar em uma investigação que já caminhava há oito meses. Busca e apreensão se faz no início da investigação. Não precisa ensinar ninguém a fazer investigação. Não se faz oito meses depois da investigação iniciada. É um grande circo. Está o usando o governo para tentar perseguir pessoas próximas a si. Não podemos esquecer também que ele chutou Bebianno (Gustavo, ministro-demitido), Santos Cruz (ministro demitido) e Magno Malta (senador cotado para ministro e escanteado). Muitas pessoas que estavam com ele levaram chute no traseiro.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO GLOBO

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