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Brasil

Hacker invade celular de Moro e usa aplicativo de mensagens; PF é acionada

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Ministro da Justiça foi vítima de ataque no fim da tarde de ontem e acabou obrigado a cancelar linha telefônica após invasor acessar o app Telegram

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro , teve o aparelho celular invadido por hackers. A informação foi confirmada à reportagem do iG pela assessoria pessoal do ministro, segundo a qual o ataque se deu por volta das 18h desta terça-feira (5).

Ainda segundo a assessora do ministro, a invasão ocorreu a partir do momento em que Sergio Moro atendeu a uma ligação telefônica de um número idêntico ao dele próprio. “Ele achou estranho receber uma chamada dele mesmo, mas acabou atendendo”, relembrou a representante do ex-juiz da Lava Jato.

Horas mais tarde, o ministro foi avisado de que havia repassado mensagens pelo aplicativo de mensagens Telegram, momento em que identificou que havia sido vítima de um golpe e optou por cancelar a linha telefônica, já no início da madrugada desta quarta-feira (6). Pouco antes, Moro avisou outros integrantes do primeiro escalão do governo para que eles não enviassem mais mensagens para aquele número.

Segundo a assessora, diferentemente de casos anteriores de autoridades que tiveram os aparelhos invadidos, não houve qualquer cobrança de depósitos bancários por parte dos hackers. O ministro acionou a Polícia Federal para investigar o ataque e também a área de tecnologia da informação da própria pasta da Justiça e Segurança Pública. 

Sergio Moro já está utilizando uma nova linha telefônica nesta quarta-feira.

Esta não é a primeira vez que ministros e pessoas ligadas à Operação Lava Jato têm seus celulares invadidos por hackers . Em março do ano passado, o então ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (atual chefe da pasta da Cidadania no governo Bolsonaro), teve o número de celular clonado por fraudadores. Mais recentemente, em maio, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a abertura de um inquérito para apurar tentativas de invasão a celulares de procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

Do IG

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