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Ex-diretoria da Portocredi está sendo investigada pela Justiça Federal por fraude

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Acusados já foram ouvidos e inquérito prossegue; entre os investigados está o empresário Adélio Barofaldi

A 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia ouviu, em maio deste ano, a defesa de setes réus acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de cometer crimes contra o sistema financeiro nacional. Entre eles está o vice-presidente de Desenvolvimento Econômico da Fiero, Adélio Barofaldi, também conhecido por comandar o Grupo Rovema no estado.

Além dele, respondem à ação do MPF: Alessandro Crispim Macedo, Elcide Alberto Lanzarin, Libório Hiroshi Takeda, Sérgio Seitoku Kiyam e Wilson da Silva Mamede Júnior. Eles eram, à época dos fatos relatados na denúncia, ligados à Diretoria da a Cooperativa de Credito Rural de Porto Velho (Portocredi).

Adélio Barofaldi está no centro de uma série de processos e acusações de fraudes

Em 2013, um levantamento feito pelo Banco Central do Brasil junto à Portocredi apontou administração fraudulenta na gestão da entidade e resultou na condenação de seus gestores.

Em documento assinado naquele mesmo ano pelo então diretor do Banco Central Sidnei Corrêa Marques, designado pela instituição para apurar as irregularidades na Portocredi, houve a conclusão de que cooperativa concedeu descontos em operações de crédito a um grupo de associados formado por diretores, conselheiros e pessoas jurídicas que tinham relacionamento econômicos e familiares com os dirigentes.

Sindicato dos jornalistas e San Matheus

Procurado pela coluna PAINEL POLÍTICO em 2018 para falar sobre um processo onde é acusado de fraude documental em relação a uma área urbana em Porto Velho, a defesa de Adélio Barofaldi preferiu não se manifestar. O processo diz respeito a área de expansão do condomínio San Matheus, na Estrada dos Japoneses. De acordo com o demandante, Irineu Carlos Almeida ele havia obtido, em 2018, uma liminar proibindo que as empresas Barros Empreendimentos Imobiliários, H.B Construções e Incorporações e Samaritano Business Of Wood (comércio de madeiras), seguissem construindo na área até que o mérito da ação fosse julgado. Porém, na época, ele alegou que as obras continuavam mesmo assim. Há cerca de duas semanas uma sentença em primeiro grau autorizou o empreendimento a prosseguir com os trabalhos. Irineu afirmou que está recorrendo.

Em outro caso envolvendo Adélio Barofaldi, o Sindicato dos Jornalistas foi a vítima. Uma área havia sido doada para a entidade para a implantação da sede, que chegou a ser construída. Porém, as despesas de manutenção e a falta de recursos necessários, manteve os jornalistas em uma sala no estádio Aluízio Ferreira. Adélio então teria invadido o local, derrubado a construção. O Sinjor entrou na justiça e conseguiu recuperar a área.

Bloqueio pela justiça do Trabalho

O Consórcio SIM é apenas um entre 13 empreendimentos que integram o denominado Grupo Rovema, comandado pelo presidente Adélio Barofaldi.

Por conta de salários vencidos e não pagos e verbas rescisórias atrasadas, além de outros pontos, a Justiça do Trabalho, em fevereiro deste ano, através da juíza Luzinalia de Souza Moraes, da 7ª Vara do Trabalho de Porto Velho, mandou bloquear quase R$ 2,7 milhões da empresa Madeira Seguros, que também pertence ao Grupo Rovema.

No processo nº 0000046-89.2019.5.14.0007, o sindicato que representa os trabalhadores do transporte público no estado de Rondônia alega que o Consórcio SIM descumpriu diversos itens do acordo coletivo 2018/19, obrigando a categoria a buscar seus direitos no Judiciário.

A instituição pontuou ainda a falta de pagamento de salários no prazo legal; irregularidade no recolhimentos do FGTS; e atrasos na cesta básica e ticket alimentação, vencidos no quinto dia útil do mês de janeiro de 2019.

Também sustentou contra o Consórcio SIM a falta de pagamento do adiantamento salarial de 40%, vencido no dia 22 de janeiro de 2019, além de mencionar que os salários são pagos com atraso desde setembro do ano passado.

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