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Ex-agente da DRACO relata que prisão de empresário da RIMA foi “desnecessária”

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Identificado como ‘Fabrício’, ele relatou que “delegados queriam mostrar resultados”

O radialista Fábio Camilo entrevistou nesta segunda-feira um policial civil, que integrava a equipe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) da Polícia Civil de Rondônia, que declarou ter sido “desnecessária” a prisão do empresário Gilberto Scheffer, proprietário da empresa Rima Taxi Aéreo, além do ex-secretário de Saúde do Estado, Williamens Pimentel e outros 11 acusados, na Operação Pouso Forçado, deflagrada em março deste ano.

A operação investigava supostas fraudes na contratação de aeronaves para o governo. O policial, identificado como Fabrício, afirmou ser especialista em licitações, por isso foi chamado, mas ele informou a seus superiores não ter encontrado elementos suficientes para justificar as prisões, em função do tempo que havia sido realizado o processo licitatório e o fato dos acusados não terem mais como interferir nas investigações, já que estavam fora de seus cargos.

O episódio é mais um problema que a delegacia enfrenta desde que começaram a vazar áudios onde um delegado afirmava ter induzido magistrado a erro em outra operação, a Pau Oco, que investigava supostos pagamentos de propina e desvios na Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Na semana passada os áudios foram entregues ao Ministério Público e Tribunal de Justiça para serem periciados. Os delegados da DRACO foram afastados de suas funções. Ouça abaixo a entrevista.

O policial afirmou ainda ter sido afastado da DRACO por supostamente ter “vazado” a operação para o ex-secretário Williamens Pimentel, que não foi encontrado no dia da operação. Para Fabrício, “não haviam elementos que comprovassem ilegalidades no processo licitatório”.

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