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Brasil

Em 1ª Dia do Trabalho como presidente, Bolsonaro enfrenta protestos

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Brasileiros insatisfeitos com a proposta da Previdência que tramita no Congresso prometem uma onda de manifestações e greve geral

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), enfrentará desafios neste 1º de Maio, em sua primeira vez à frente do Executivo federal durante as comemorações do Dia do Trabalho. Brasileiros insatisfeitos com a nova regra de aposentadoria que tramita no Congresso Nacional prometem uma onda de protestos e ameaçam uma greve geral. A iniciativa reúne, pela primeira vez, todas as centrais sindicais, que por diversas vezes assumiram posições antagônicas.

Os atos estão programados para acontecer no Distrito Federal e outras 14 unidades da Federação. Além da capital do país, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo participarão das manifestações.

A Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), as entidades de maior atuação no país, farão uma festa conjunta em São Paulo (SP). Neste ano, o ato unificado terá como lema “Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras – Contra o Fim da Aposentadoria por mais Empregos e Salários Decentes”. Os sindicalistas pretendem reunir 200 mil trabalhadores no Vale do Anhangabaú, na região central do estado.

“A principal razão para que o evento seja realizado em unidade é a luta contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) que, se aprovada, irá impedir os brasileiros de acessarem o direito à aposentadoria ao estabelecer regras difíceis de serem atingidas”, diz trecho de um comunicado da Força Sindical.

Nesta semana, as entidades organizadoras do evento começaram a convocar trabalhadores, filiados e militantes de oposição ao governo para participarem do ato “em defesa da aposentadoria”. A mobilização teve início com a admissibilidade da proposta de reformulação da Previdência Social na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na semana passada.

Brasília (DF), 23/05/18. Marcha dos prefeitos 2018 – Jair Bolsonaro. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Greve geral


As centrais anunciaram que já definiram o dia 14 de junho para realização de uma greve geral contra as reformas do governo Bolsonaro e em defesa dos direitos sociais. A data deverá ser oficializada durante a comemoração do Dia do Trabalho, nesta quarta.

As entidades que irão participar do ato são: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical, Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central de Sindicatos Brasileiros (CSB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A expectativa é que o chefe do Executivo se pronuncie sobre o Dia do Trabalho ainda nesta quarta. Na terça (30), antecipando a fala sobre a data, Bolsonaro afirmou que o Brasil tem mais de 12 milhões de desempregados, discordando dos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). “Se fala em 12 milhões de desempregados, eu acho que é muito mais do que isso”, disse.

Comemoração na capital


No DF, será celebrado o Dia do Trabalhador e os 40 anos do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), no Taguaparque, em Taguatinga. Haverá shows de Vanessa da Mata, Odair José e Israel & Rodolfo, espaço para crianças e orientações aos participantes sobre as mudanças previdenciárias em tendas espalhadas pelo local. A festa começa 13h.

Confira a programação:

Previdência


Os pontos mais polêmicos da proposta dizem respeito às regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da aposentadoria rural. A equipe econômica do governo se mantém firme na decisão de não mudar esses itens. As mudanças, estima a atual gestão, implicariam economia de R$ 127,2 bilhões dentro do total de R$ 1,2 trilhão que o Planalto pretende poupar na próxima década com a reforma.

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