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Resenha Política

Ego superlativo de Marcos Rogério pode derruba-lo

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Confira a coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

VIOLÊNCIA – Apesar do coronel-governador Marcos Rocha possuir expertise na área de segurança, já que ocupou o cargo de Secretário de Justiça, na chefia do Governo de Rondônia, o desempenho nos primeiros cem dias tem sido desastroso com inúmeras fugas registradas nas unidades prisionais. O coronel chegou a convocar vários oficiais militares para por ordem no sistema, mas os resultados foram horrorosos. Ninguém, exceto os agentes penitenciários, consegue por ordem nos internos. O governador vai ser obrigado a trocar as peças dirigentes da área caso queira restaurar a ordem. A paciência da população com as fugas está se esgotando.

OBSCURIDADE – Uma área adquirida no baixo Madeira para assentar os desabrigados pela enchente do Rio Madeira, em 2016, começa a dar dor de cabeça em muita gente, além dos desabrigados. Eis aí um processo que em situação normal desaguaria para abraço de afogados. Ainda vamos ouvir muito sobre esta desapropriação. Enquanto nada é feito em definitivo, os atingindo pela última maior enchente da capital ficam sem chão para a própria subsistência.

IMPEACHMENT – Embora o pedido de impeachment seja em sua natureza um processo de cunho político, afastando de plano a conotação penal, originado em causas políticas, com objetivos também políticos, bem como é instaurado e julgado segundo critérios igualmente políticos, esse formulado contra o coronel Marcos Rocha é precário. Mas em relação ao vice-governador,  que também teve o pedido requerido por um advogado arguto, caso os deputados estaduais avaliem com isenção os fatos ali descritos, o impeachment é o remédio.

PERSEGUIÇÃO – De acordo com uma denúncia amplamente anunciada na mídia, o vice-governador José Jordan teria dito publicamente que utilizaria o serviço de inteligência estadual para fiscalizar os produtores de café. A princípio não seria nada demais o vice anunciar apertar a fiscalização a supostos sonegadores caso os mesmos não fossem seus concorrentes na mesma atividade econômica e local. A fala foi interpretada pelos cafeicultores como uma perseguição aos concorrentes do vice-governador. Uma perseguição sem pejo, sem meia palavras, um ato ilegal.

BOQUIRROTO – Este escriba não conhece o vice-governador e não tem como avaliar de forma mais apurada o político em si, mas todas as informações colhidas junto aos políticos da zona da mata, região onde o vice-governador José Jordan tem domicílio, revelam que ele (Jordan) é chegado a embustes com falas superlativas nada adequadas ao cargo que enverga. É bem verdade que ele e o titular (Marcos Rocha) foram surpreendidos com o resultado das urnas influenciadas pela onda “Bolsonaro” que assolou o país. Contudo, deveria, em cem dias de governo, compreender que a vice-governadoria exige de quem é investido uma postura mais discreta e menos estridente.

EXAGERO – Mesmo voltando atrás na censura que impôs à Revista Cruzoé e ao site Antagonista, devido a uma reportagem que os dois veículos publicaram relacionando o nome do Ministro Dias Tófolli com a Odebrecht, o desgaste da Corte Suprema foi imenso e expôs a corte a todas as críticas. Não há justificativa em nenhuma hipótese de impedir a circulação de uma matéria jornalística mesmo com supostos fatos que não venham a se confirmar. Quem se sentir violado que utilize as vias normais da justiça para repor a verdade, nunca uma decisão de força impedindo a divulgação do conteúdo da reportagem. Foi um exagero imperdoável porque atenta contra a democracia. Li a matéria censurada e não vi nada concreto que ligue o ministro aos malfeitos da empresa, exceto as ilações.

DURA LEX – Depois do julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação do ex-presidente Lula, embora com pena diminuída, fica difícil sustentar juridicamente o discurso de preso político. Mantê-lo como posição política já é outro papo. Como diria um velho professor: dura lex sed lex. O que não dá para esconder como querem alguns é a liderança do ex-presidente mesmo atrás das grades e os achincalhes nas mídias sociais lançadas pelos setores mais reacionários da população brasileira.

ESMERO – Após uma votação espetacular para o Senado Federal, o radialista Marcos Rogério (DEM) tem se esmerado para fazer do mandato senatorial uma catapulta ao Palácio Madeira. Parlamentar de um ego superlativo e de pouco trato com os ex-colegas de profissão, o senador não começou o mandato bem e está longe de repetir o desempenho que obteve na Câmara Baixa. A permanecer com a vaidade nas nuvens, o Palácio Madeira ficará também bem distante de onde a própria vista pode alcançar.

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