Geopolítica

Eduardo Bolsonaro diz que brasileiros ilegais no exterior são uma “vergonha nossa”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou na noite de sábado (16) em Washington que os brasileiros que estão em situação migratória irregular fora do país são uma “vergonha nossa”.

O deputado fez o comentário ao justificar a falta de reciprocidade dos Estados Unidos na isenção de visto a turistas brasileiros para entrada no país. Segundo ele, há mais brasileiros que passariam a viver ilegalmente nos EUA com isso. Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara

“Um brasileiro ilegalmente fora do País é um problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado”, afirmou o deputado, em evento organizado por Steve Bannon, em Washington, prévio à chegada de Jair Bolsonaro à capital americana.

Questionado sobre os EUA não oferecerem reciprocidade ao Brasil na isenção de vistos, Eduardo respondeu: “A pergunta que eu faço é o seguinte: quantos americanos vão aproveitar essa brecha e vir morar ilegalmente no Brasil? Agora vamos fazer a pergunta contrária: se os EUA permitirem que brasileiros entrem lá sem visto, quantos brasileiros vão para os Estados Unidos, sem visto se passando por turista, e vão passar a viver ilegalmente aqui?”. “Será que estou falando algum absurdo em dizer que, sem a necessidade de um visto, várias pessoas entrariam nos EUA de maneira ilegal e ilegalmente permaneceriam lá? Eu acredito que não”, emendou o deputado e filho do presidente.

Ao falar sobre perspectivas do encontro entre Jair Bolsonaro e Donald Trump, Eduardo disse que o encontro vai ser “bem descontraído”. “Tanto Trump como Jair Bolsonaro pisam fora do politicamente correto e isso é algo que atrai muito a simpatia das pessoas. São duas pessoas carismáticas. Vai ser um encontro bem descontraído, acho que em pouco tempo eles vão se sentir confortáveis e ter uma conversa franca e aberta. E além disso é uma aproximação que há tempos a gente não via entre os presidentes dos dois países”, disse o deputado.

As informações são do Estadão.

Sobre o autor

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria em comunicação
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