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Congresso Nacional

Deltan avisa que não irá ao Congresso falar sobre mensagens vazadas

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Procurador da Lava-Jato informa em ofício que vai se concentrar na ‘esfera técnica’ de suas futuras manifestações

O chefe da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, enviou comunicado ao Senado e à Câmara nesta segunda-feira informando que não irá ao Congresso para falar sobre as mensagens vazadas do seu aplicativo Telegram, revela a coluna Radar da revista Veja.

Deltan Dallagnol foi convidado pelo Senado a prestar esclarecimentos sobre a troca de mensagens com o ex-juiz Sergio Moro pelo aplicativo Telegram em 18 de junho último e o requerimento para o convite foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

As mensagens trocadas entre os dois principais nomes da investigação foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. O conteúdo sugere que o ministro da Justiça e Segurança Pública, quando responsável por presidir as ações da Lava Jato na 1.ª instância, em Curitiba, atuou em colaboração com a acusação, sugerindo fontes e orientando estratégias.

Moro participou de uma audiência pública tanto no Senado quanto na Câmara.

A audiência com Deltan Dallagnol iria seguir formato parecido, seguindo as mesmas normas regimentais. O requerimento de convite ao procurador federal foi apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) para apurar a “suposta e indevida coordenação de esforços” na Operação Lava Jato.

Para o parlamentar, o conteúdo divulgado pelo The Intercept Brasil indica que pode ter havido desvio de funções públicas. Moro, de acordo com Angelo Coronel, extrapolou funções e desrespeitou deveres da magistratura. Atualmente ministro, Sergio Moro foi o responsável pelo julgamento de mais de uma centenas de empresários e políticos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril de 2018.

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