Inquérito sobre ação de hackers foi aberto há um mês; Ministério Público Federal fez alerta a procuradores

Um dos principais alvos dos ataques feitos por hackers, o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, ainda não entregou seu celular para perícia da Polícia Federal, segundo duas fontes a par da investigação, relatam os jornalistas Renata Agostini e Vianey Bentes no Estadão . O inquérito para apurar a invasão foi aberto há um mês, mas até agora os investigadores não tiveram como analisar o aparelho.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a juíza federal Gabriela Hardt, que sucedeu Moro na 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, já enviaram seus aparelhos. Os inquéritos para apurar os ataques aos dois foram abertos na semana passada.

As apurações ainda são iniciais, mas até agora os peritos acreditam que as mensagens que vieram a público foram retiradas do celular de Dallagnol. A verificação feita até o momento no aparelho de Moro não indicou extração de informações.

Estado apurou que outros procuradores também não enviaram seus aparelhos de celular para a PF. Além dos procuradores e juízes, três delegados da PF de São Paulo foram alvo. Quatro inquéritos já foram instaurados.

A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal afirmou que Dallagnol não vai comentar, já que “se trata de questão de segurança” e o caso é “alvo de inquérito da PF”. A assessoria de Moro confirmou o envio do celular e disse que ele ainda não foi devolvido. O Estado não conseguiu localizar Gabriela Hardt. A PF não comentou.

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