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Coluna Painel Político

[Coluna] – O tal “regime especial de aposentadoria” é o grande culpado pelo atraso da reforma da previdência

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Governo não consegue superar as “categorias especiais” que querem manter privilégios e receber aposentadoria integral. No EUA, qualquer um recebe no máximo 44% do último salário

Os privilegiados

O governo vem brigando para aprovar a reforma da previdência, e joga todas as cartas no processo. Nesta quinta-feira, chegou a anunciar que vai liberar saques em contas ativas do FGTS, “mas só se for aprovada a nova previdência”. Mas o maior desafio do governo é agradar os setores que querem as tais “aposentadorias especiais”, e nessa categoria se enquadram o primeiro time do judiciário, Ministério Público, militares e muitos outros que querem ser “diferentes”. E é aí que temos problema. E já que o atual governo gosta tanto dos americanos, poderia começar aprovando um modelo similar. Nos EUA, independente de ser do setor público ou privado, e seja lá qual for a categoria que o trabalhador pertença, ele recebe no máximo 44% do último salário como aposentadoria.

Pois é…

O Tio Sam enquadra geral. Quem tem interesse em aumentar sua renda na velhice, tem que pagar uma aposentadoria privada que complementa a pública. A maioria dos americanos, tanto funcionários públicos quanto os da iniciativa privada, se aposenta aos 65 anos. Hoje, dois terços dos americanos acima dos 65 anos de idade dependem basicamente das pensões pagas pelo sistema. Desse montante, 20% americanos tem a Previdência como sua única fonte de renda. “Os americanos costumam recorrer a um tripé formado pela Previdência Pública, programas de previdência privada – como os chamados fundos 401K – e poupanças individuais”, afirmou Jeffrey Brown, professor da Universidade do Illinois e especialista em finanças previdenciárias.

Nesta quinta

Um deputado do PDT de Mato Grosso do Sul, Dagoberto Nogueira, enfiou uma emenda no texto da reforma querendo “regime especial de aposentadoria para agentes de segurança patrimonial”. Pois é. Também pediram “regime especial” os psicólogos judiciais, garimpeiros e os agentes de trânsito. É esse “regime especial” que quebra a previdência e não os pobres coitados que não se enquadram em nenhuma dessas “categorias especiais”. São as viúvas, as filhas, os gordos proventos. Ou a reforma enquadra todo mundo, ou é melhor deixar como está. Senão daqui a dois governos volta a velha ladainha que “se não reformar o Brasil vai quebrar”.

Nos próximos 40 dias

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Sérgio Banhos deve julgar nos próximos 40 dias a ação que culminou com o afastamento da prefeita de Pimenta Bueno Juliana Roque, e tem tudo para reverter a cassação e a cidade voltar ao ‘status quo’. Por mais que o caso crise uma situação de instabilidade política no município, a legislação não pode ser ignorada e o processo deve ser respeitado. É a segurança jurídica que garante a ordem social. Caso a ex-prefeita consiga reverter a decisão do TRE, a eleição suplementar perde a validade.

Pela educação

Cidades brasileiras registraram nesta quinta-feira (30) protestos em defesa da educação. Até por volta de 17h50, atos foram registrados em ao menos 92 cidades de 21 estados e do Distrito Federal. Mas, convenhamos, o vídeo do ministro da educação com um guarda-chuva vai ser a coisa mais bizonha que você vai ver na internet por esses dias. Pior, ele apareceu alegando que a notícia sobre o corte de verbas para reconstrução do Museu Nacional era “fakenews” e tentou jogar a fatura para deputados. Os parlamentares desmentiram Weintraub mostrando ofício que havia sido encaminhado pelo…MEC

Mineirice

Alex Redano é o nome por trás da paz reinante entre Legislativo e Executivo. O deputado é responsável pela abertura de diálogo entre os poderes.

No imaginário

Qualquer um bem sabe que algumas pechas atribuídas à políticos passam a fazer parte do imaginário popular e nada consegue desfazer o mito. Mauro Nazif viralizou com a foto dormindo de boca aberta em um voo e ficou conhecido como o prefeito que dormia demais. Ja Hildon Chaves, atual mandatário de Porto Velho está com fama de ser “queridinho do Ministério Público” pelo fato de ter integrado o Parquet durante pelo menos duas décadas. Essa imagem vem afetando a credibilidade do Ministério Público que levou a fama de fazer “vista grossa” com os desmandos do prefeito. Para complicar ainda mais a situação, a turma da Ponta da Abunã resolveu azedar de vez as relações com a municipalidade e a situação está tensa na região. O prefeito não consegue, desde o ano passado, resolver a questão do transporte escolar graças a uma série de lambanças cometidas por sua gestão. E o Ministério Público não toma providências enérgicas contra Hildon, conforme espera (e cobra) a população.

O resultado

Claro, é o fortalecimento do mito de “queridinho do MP” no imaginário popular.

Tratamento anti-inflamatório pode ajudar em subgrupo com depressão bipolar

Anti-inflamatório não melhora sintomas depressivos em pacientes com depressão bipolar, mas parece ser promissor em uma subpopulação desse grupo com história de trauma infantil, sugere nova pesquisa. Pesquisadores compararam o infliximabe, um antagonista do fator de necrose tumoral (TNF), a placebo em 60 adultos com depressão bipolar durante 12 semanas e observaram que a redução na gravidade dos sintomas na 12ª semana não diferiu significativamente entre os dois grupos. No entanto, uma análise secundária mostrou que os pacientes tratados com infliximabe que tinham história de maus-tratos na infância, particularmente agressão física, apresentaram redução significativamente maior dos sintomas depressivos e taxas de resposta mais altas, em comparação com os pacientes que receberam placebo.”O clique foi que, durante o episódio depressivo bipolar, os adultos que haviam informado vivências traumáticas na infância, o que é muito comum – tanto agressão física como abuso sexual, por exemplo – responderam muito melhor ao anti-inflamatório do que os pacientes que tomaram placebo”, disse ao Medscape o primeiro autor, Dr. Roger McIntyre, médico, professor de psiquiatria e farmacologia da University of Toronto e chefe da Mood Disorders Psychopharmacology Unit, University Health Network, Canadá.

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