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Coluna Painel Político

[Coluna] – Marcos Rocha e o difícil desafio de corrigir as lambanças causadas por Confúcio Moura

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Malha viária destruída, falta de dinheiro e o complicado equilíbrio entre receita e despesa e pessoal são os principais desafios a serem enfrentados nos próximos meses

Roundup causa câncer, e você come todos os dias

A justiça americana condenou a Bayer a pagar U$ 80 milhões em uma ação movida por  Edwin Hardeman, morador da Califórnia, de 70 anos. Ele vai receber uma quantia de 5 milhões de dólares em compensações, 75 milhões de dólares como punição e 200 mil dólares por despesas médicas depois de concluir que o herbicida Roundup foi causador de um câncer desenvolvido por Edwin. Ao longo de anos, Hardeman usou produtos da marca para tratar carvalhos envenenados, ervas e outras plantas em sua propriedade em São Francisco. Segundo ele, o uso do produto levou ao desenvolvimento de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta as células do sistema imunológico.

No Brasil

O Roundup é largamente usado em lavouras de soja e o controle, bem…estamos no Brasil né? O uso indiscriminado do produto já enfrenta um problema sério, as ervas daninhas estão mais resistentes, o que obriga os produtores a usarem mais veneno. isso gera um ciclo vicioso e o resultado é mais diagnósticos de câncer na população. Em 2016 a BBC produziu uma reportagem na região Sul do Brasil mostrando a relação entre o aumento de casos de câncer com o uso do glifosato, a base do Roundup. A Monsanto, que produz o veneno (e foi comprada pela Bayer), negou veementemente a relação na época, mas os juízes americanos são mais coerentes e aceitaram os argumentos científicos. Para se ter uma idéia, apenas na justiça americana, a Monsanto/Bayer enfrenta 11.200 casos similares envolvendo o Roundup.

Em Rondônia e região

Os casos de incidência de câncer só aumentam. Prova maior disso é o Hospital do Amor, com unidade em Porto Velho que atende centenas de casos diariamente. Em Porto Velho venenos como Roundp e outros são vendidos e usados livremente em qualquer lugar, sem nenhum tipo de cuidado. Essa porcaria vai parar na mesa dos rondonienses, inclusive dos que acreditam estar consumindo “produtos saudáveis”. O caso é alarmante e as autoridades precisam se movimentar no sentido de criar mecanismos de controle sobre esses produtos.

Vai ter problemas

O governador Marcos Rocha vai começar a enfrentar uma série de dificuldades relacionadas à malha viária do Estado, e não, nenhum general vai resolver esse abacaxi, herança de Confúcio Moura. O ex-governador Ivo Cassol foi quem mais investiu na abertura, pavimentação e recuperação das rodovias estaduais. Em oito anos, Confucio e sua turma conseguiram desmanchar tudo. Buracos pipocam em toda a malha, que terá que ser refeita. A BR 364, podem esquecer duplicação ou privatização, nenhum consórcio tem interesse, a não ser que seja parte de uma negociação, uma contrapartida. A empresa pega um trecho em algum outro Estado, altamente rentável, e a 364 entra no bolo. Do contrário, sempre será esse remendado.

Falta dinheiro

O problema é que o caixa do Estado não permite muitas manobras, e sempre surgem outras prioridades. A saúde é uma delas, a segurança e o sistema prisional são outros gargalos que necessitam de atenção urgente. Rocha também vai ter dificuldades com o baixo efetivo no serviço público. Apesar de estar sendo apontado como “campeão de servidores comissionados”, a máquina pública precisa rodar. E concurso público está fora de questão em qualquer área, a ordem de Brasília é enxugar, terceirizar e reduzir ao máximo os servidores estatutários.

Para completar

Os investimentos que estão sendo feitos no Pará em termos de infra-estrutura rodoviária, devem complicar mais um pouco a economia do Estado, e quem vai sofrer mais é Porto Velho, cuja economia se baseia no comércio e no contra-cheque dos servidores. A prefeitura se mostrou incompetente em gerar empregos ou atrair empresas e indústrias. Em Porto Velho não circula dinheiro novo, é sempre o mesmo. Cenário é desalentador.

Mais da metade dos pacientes com febre amarela apresenta anomalias eletrocardiográficas

Em 2018 o Brasil vivenciou uma epidemia de febre amarela. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com colaboração norte-americana investigou pacientes que contraíram a doença naquele período e comprovou que há envolvimento cardíaco nessa infecção. Segundo um artigo publicado em março no periódico American Journal of Cardiology, [1] alterações eletrocardiográficas e ecocardiográficas foram mais frequentes em pacientes com febre amarela do que na população geral, especialmente bradicardia e espessamento da parede do ventrículo esquerdo com hiper-refringência sugestiva de infiltração miocárdica.A pesquisa foi realizada com pacientes admitidos no Hospital Eduardo de Menezes, unidade de saúde estadual (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG) da região metropolitana de Belo Horizonte, entre março e abril de 2018. Dos 103 pacientes com suspeita de arbovirose, 70 tiveram confirmação sorológica de febre amarela, sendo que 48 desenvolveram a forma grave da doença. Além de avaliação clínica e laboratorial, todos os pacientes com febre amarela foram submetidos a eletrocardiograma e ecocardiografia à beira do leito e, naqueles em que foram detectadas anomalias, foi feito Holter de 24 horas. Ressonância magnética cardíaca também foi realizada em alguns pacientes. Os autores identificaram anomalias eletrocardiográficas em 52% dos pacientes com febre amarela. Quando consideraram apenas o grupo com a forma grave da doença, a taxa passou para 77%. Repolarização ventricular anormal e bradicardia sinusal sem prolongamento do intervalo PR foram as alterações mais frequentes. O Holter de 24 horas foi feito em 32 pacientes, e os parâmetros foram similares entre os pacientes com formas discreta, moderada e grave. Dentre os indivíduos submetidos a esse exame, 44% tiveram frequência cardíaca média < 60 batimentos por minuto (bpm), apesar do envolvimento inflamatório sistêmico da doença. A ecocardiografia revelou anomalias em 27 pacientes (39%), mas essas também foram mais frequentes no grupo com a forma grave da doença (48%). Espessamento da parede do ventrículo esquerdo com aspecto hiper-refringente sugestivo de infiltração miocárdica foi observado em 17 (24%) pacientes, sendo que 13 deles tinham a forma grave da infecção.


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