E ainda, Paulo Guedes elogia o congelamento de concursos públicos e defende que não sejam mais realizados

Sem paciência

Moradores da zona rural de Porto Velho ameaçam fechar a BR 364, sentido Rio Branco (AC) nesta terça-feira por causa da incompetência da prefeitura em resolver o transporte escolar de alunos da rede municipal. O drama se arrasta desde o ano passado, em função de uma série de trapalhadas protagonizadas pelos órgãos de fiscalização e da prefeitura, cujo mandatário não tem nenhuma habilidade para dialogar, fica mandando prepostos que são tão ineficientes quanto. O resultado são centenas de alunos fora da sala de aula. O bloqueio foi confirmado para as 07h, desta terça-feira (9), na altura do distrito de Extrema de Rondônia e contará com a participação dos pais dos alunos prejudicados, a maioria moradora da área rural.

Ajustes

Em função de uma série de ajustes que estamos fazendo em nossos servidores e a reestruturação de equipe, as atualizações em Painel Político esta semana estão mais lentas. Mas, estamos trabalhando para organizar tudo o mais rápido possível. Agradecemos a paciência e audiência, que vem nos obrigando a readequar os servidores constantemente. Quanto mais gente acessa, mais pesado ficam as páginas. Daí a necessidade de ampliar a hospedagem.

Ferramenta errada

Para todo serviço existe a ferramenta certa, o modo certo de fazer as coisas. Mas, no Brasil insiste-se em fazer errado. Em nenhum país do mundo o exército atua contra a população civil. Soldado é treinado para confronto com outros soldados. No Brasil, Michel Temer ao invés de destinar recursos para melhorar o efetivo da polícia carioca, resolveu aprovar uma insana intervenção militar. Ferramenta errada para um serviço que deve ser feito por gente treinada para lidar com situações de conflito entre civis. No caso, as polícias Militar e Civil. O resultado, 80 tiros disparados contra uma família. Mas, tudo bem, “foi engano”.

Semanas atrás

Aqui mesmo na coluna falei sobre o exército em frente ao presídio Federal, em Porto Velho, inspecionando carros, uma competência da Polícia Rodoviária Federal. Não tivemos problemas, mas poderíamos ter tido. Tempos atrás, aqui mesmo em Porto Velho, um soldado disparou da guarita do 5º BEC, de fuzil, e acertou um rapaz que passava com seu carro na avenida Presidente Dutra. Ele foi baleado e o exército ficou responsável pelas “investigações”. Ninguém sabe o que deu.

Impasse continua

Segue a queda de braço entre governo do Estado e os agentes penitenciários, representados pelo Singeperon, o sindicato da categoria. Segundo informações repassadas pelos representantes dos agentes, o governo marca reuniões mas não comparece para apresentar propostas. Enquanto isso, o sistema prisional está para decretar falência.

Sem previsão de concursos

A paralisação de concursos públicos como uma das principais ações do governo Bolsonaro nos primeiros 100 dias de gestão, foi elogiada pelo ministro da economia Paulo Guedes nesta segunda-feira em evento sobre os 100 dias de governo Bolsonaro que completam nesta quarta-feira. Guedes reiterou a posição de que não se abram mais concursos nos próximos anos, mesmo diante do panorama de aposentadoria de 50% do quadro. “Concurso público: trava esse negócio. Quero saber o que precisa. Sem isso não tem concurso. Metade some (os 50% que se aposentarão) e a gente não repõe, ou repõe com cuidado, calibrando direitinho”, disse o ministro.

Enquanto isso

Rodrigo Maia declarou que não vai mais fazer parte da articulação para a reforma da Previdência. Eu esperava que a gente pudesse ter um governo de coalização. [Mas] não vou ser mulher de malandro e ficar apanhando da base eleitoral do presidente”, disse Maia no mesmo evento. “Maia afirmou que não fala mais sobre número de votos nem prazo para votação da proposta porque perdeu as condições de desempenhar esse papel. “Pareceria que eu estava tentando me aproveitar de uma articulação política.” Agora, diz que vai cumprir seu papel institucional de votar os temas, mas sem se envolver em negociações. Segundo Maia, a data de votação é irrelevante, e o mais importante é conseguir uma economia de R$ 1 trilhão. “Se vai ser votada em junho ou julho não importa. Se conseguir R$ 500 bilhões em junho ou R$ 1 trilhão em agosto, é melhor esperar para votar até agosto”, disse.

Acredite, só é bom para os bancos

O presidente assinou nesta segunda-feira a lei do Cadastro Positivo, que foi vendido como uma coisa boa, mas é péssimo para a população em geral. O tempo dirá.

Cannabis de alta potência está ligada a 50% dos novos casos de psicose.

O uso diário de maconha, particularmente da Cannabis de alta potência, está associado a maior incidência de psicose, revela nova pesquisa. No primeiro estudo a mostrar o impacto do consumo da maconha em nível populacional, os pesquisadores descobriram que as pessoas que usam maconha de alta potência diariamente tiveram até cinco vezes mais probabilidade de abrir um primeiro quadro de psicose do que as pessoas que não usam maconha. “As diferenças da frequência do consumo da maconha e do uso de Cannabis de alta potência contribuíram para a impressionante variação da incidência de transtornos psicóticos nos 11 centros de estudo em toda a Europa”, disse ao Medscape a primeira pesquisadora do estudo, a Dra. Marta Di Forti, Ph.D., médica do Institute of Psychiatry, Psychology, and Neuroscience no King’s College em Londres, Reino Unido. Nas cidades onde há Cannabis de alta potência amplamente disponível, como Londres e Amsterdã, uma proporção significativa de novos casos de psicose está associada ao uso diário de maconha e ao uso da maconha de alta potência. O uso da Cannabis de alta potência pode ser vinculado à metade de todos os novos casos de psicose em Amsterdã e a cerca de um terço em Londres, sugerem os achados. “Isto tem importantes implicações para a saúde pública, dada a crescente disponibilidade da maconha de alta potência”, disse a Dra. Marta. O estudo foi publicado on-line em 19 de março no periódico Lancet Psychiatry.


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