Governo conseguiu estancar a crise e a partir da próxima semana deve começar a destravar o Estado e avançar com projetos

Não deu

Juan Guaidó tentou o golpe contra Nicolás Maduro, mas não rolou desta vez. Pediu asilo na embaixada do Chile, e 25 militares de baixa patente que estavam a seu lado, se socorreram na embaixada brasileira. Que Maduro é um déspota não restam dúvidas, mas está legitimado, coisa que seu adversário passa longe. Pense o seguinte, a Venezuela tem 32 milhões de habitantes, e sequer foram vistas 5 mil pessoas na tentativa de golpe desta terça-feira. Apesar das notícias que circulam que o “país está um caos”, o povo não foi às ruas contra Maduro. Portanto, a narrativa de Guaidó não fecha.

Enfim, uma luz…

Marcos Rocha nomeou para a Casa Civil de seu governo, Júnior Gonçalves, seu aliado de primeira hora que conseguiu montar uma base no Legislativo com maioria, e quem sabe agora o governo destrava e começa a executar um plano para geração de emprego, saúde, segurança e educação. Já se passaram mais de 100 dias e Rocha teve tempo mais que suficiente para ter conhecimento do Estado.

E vem mudança

Nos próximos dias deve mudar também a liderança do governo na Assembleia. Quando, e se, for confirmada, eu conto quem vai ser.

Com a base

O pedido de impeachment de Marcos Rocha que vinha tramitando deve desacelerar. Já o do vice, é um pouco mais complicado dada a natureza da denúncia. Zé Jodan ameaçou concorrentes com o setor de inteligência da polícia.

Segunda instância na pauta

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deverá julgar um pedido de habeas corpus coletivo que pede a libertação de presos após condenação na segunda instância da Justiça. O habeas corpus, impetrado por um advogado, contesta uma súmula do Tribunal Regional Federal (TRF-4) que permitiu as prisões – o TRF-4 autorizou, entre outras, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o autor do HC, a súmula (regra geral para ser observada em todos os processos que passarem pelo tribunal) fere a Constituição. O argumento é que as prisões devem ser sempre motivadas e não podem ser adotadas automaticamente com base em regras gerais. A questão a ser discutida no Supremo é se um tribunal pode aprovar uma súmula sobre execução provisória de pena, como foi feito pelo TRF-4.

Sobre o assunto

A prisão após condenação em segundo grau é flagrantemente inconstitucional. Qualquer acadêmico de Direito do primeiro período aprende isso. O que o STF vem fazendo nos últimos anos no Brasil, com as teses mais loucas, baseadas em achismos, condenações com base meramente em delações sem provas materiais e um calhamaço de ilegalidades em inquéritos, transformaram o país em uma republiqueta de bananas. Quem de fato está quebrando o Brasil é a insegurança jurídica. Nenhum investidor coloca dinheiro em um lugar juridicamente bagunçado como o nosso.

Enquanto isso

Agrava a crise entre o presidente da República e seu vice, e no meio temos Rodrigo Maia, presidente do Congresso tendo que administrar as pataquadas de ambos.

Lembram delle? O slogan era o mesmo

Agora só falta o desastre econômico….

Transtornos mentais relacionados com o estresse aumentam o risco de doença cardiovascular. revela estudo

Os transtornos relacionados com o estresse podem aumentar o risco de doença cardiovascular (DCV), especialmente durante o primeiro ano após o diagnóstico, mostra um grande estudo. “Esta análise populacional controlada por um grupo de irmãos de pai e mãe mostrou uma clara associação entre o diagnóstico clínico de transtornos relacionados ao estresse e o risco subsequente de doença cardiovascular, particularmente durante os meses após o diagnóstico, na população sueca”, escreveram os pesquisadores. O risco foi quase duas vezes maior para aqueles com transtornos relacionados com o estresse em comparação aos seus irmãos de pai e mãe sem o transtorno. A associação foi vista igualmente entre os homens e as mulheres, e foi independente de características familiares, história de transtornos psiquiátricos ou somáticos e comorbidades psiquiátricas. Huan Song, do Centro de Ciências da Saúde Pública na faculdade de medicina da Universidade da Islândia, em Reykjavík, e do Institutionen för Medicinsk epidemiologi och biostatistik, Karolinska Institutet, em Estocolmo, na Suécia, e colaboradores publicaram suas conclusões on-line em 10 de abril no periódico BMJ. “Um dos grandes pontos fortes do estudo em tela é o desenho do controle com os irmãos de pai e mãe, o que nos permite supor, com certo grau de razoabilidade, a semelhança do ambiente, de estilo de vida e dos comportamentos em relação à saúde entre as pessoas com esse transtorno e seus irmãos de pai e mãe pareados sem o quadro”, escreveu o Dr. Simon L. Bacon, Ph.D., professor e diretor do Canadian Institutes of Health Research-Strategy for Patient-Oriented Research, no editorial que acompanha o estudo. “Essas premissas possibilitam inferências sobre potenciais vias alternativas ligando esses transtornos à doença cardiovascular”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *