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[Coluna] – Empresa que fornece comida para presos em RO já renovou “contrato emergencial” 11 vezes em 5 anos

Da última vez, a L L estava sem certidões, desobedeceu todos os prazos e contrato foi cancelado e feito outro, que a contratou novamente

Emergencialmente emergencial

Pode parecer surreal, mas não é. Desde 2014 que o governo de Rondônia contrata “emergencialmente” a empresa L L Indústria e Comércio de Alimentos Eireli para fornecer alimentação nos presídios. O contrato foi renovado 11 vezes desde então. Mas, o mais curioso vem agora. A empresa L L tem como nome fantasia Nutrimais, e quem acompanha a coluna vai lembrar (CLIQUE AQUI) que em 2011 ela esteve envolvida em toda aquela confusão dos contratos de alimentação das secretarias de Saúde e Justiça.

Olho do furacão

Como na época o empresário responsável pela NutriMais, George Saíta ficou muito exposto, as coisas foram esfriando e eles trocaram o nome da empresa e o dono. Ao menos no papel a empresa é de propriedade de Luzinete Cunha Ferreira, que era financeira da NutriMais. Você achou estranho a empresa conseguir renovar 11 vezes um contrato emergencial? Mas tem mais.

Olha só

Por um daqueles movimentos estranhos que acontecem no serviço público brasileiro, e em Rondônia viraram rotina, a última renovação da L L se complicou porque a empresa estava devendo cerca de R$ 1,5 milhão e não tinha a Certidão Negativa de Débitos (CND). Porém, contudo, todavia, ela insistiu e ao que tudo indica, os persistentes prevalecem. O governo, ao invés de chamar a segunda colocada, mesmo com pareceres pela rescisão do contrato, decidiu pelo mais óbvio. Cancelou o contrato complicado, e fez outro, contratando a L L, que magicamente conseguiu pagar suas dívidas, mesmo estando sem contrato no período.

A pergunta é…

Como se faz esse tipo de mágica no serviço público? Dilações de prazos, manobras impossíveis que qualquer empresário que tenha tido relação com governo sabe que só são feitas com anuência de “gente de dentro”. Realmente, a tal “capa de mudança” na política brasileira não passa mesmo disso, uma maquiagem bem vagabunda para disfarçar a ajuda “aos amigos”. Só para lembrar que essa empresa opera desde o primeiro ano do governo de Confúcio Moura.

Na grade

Os dois advogados flagrados na última sexta-feira quando passavam “bilhetes” para um apenado no presídio 470, com informações sobre “serras” e “celulares” vão continuar presos. A decisão foi do juiz de custódia, proferida no fim da tarde desta segunda-feira. Mas detalhes sobre o caso AQUI.

Cai cai

Neymar, que já era conhecido por cair em campo por qualquer coisa, agora também está “caindo” em “golpe de periguete”, dizem os maldosos nas redes sociais. Isso porque o jogador está sendo acusado de estupro e foi reclamar no Instagram para seus seguidores que está sendo vítima de “tentativa de extorsão”. Para complicar ainda mais, resolveu expor imagens da suposta “golpista”. Agora além de ser considerado ingênuo, o craque ainda deve responder por compartilhar nudes sem autorização, e pode ser enquadrado na lei Carolina Dieckmann. Deu ruim dessa vez.

“Coçam o saco dia e noite”

O deputado federal Expedito Netto se envolveu em uma confusão com a turma que gosta de passar pano para militar. O parlamentar teceu algumas críticas aos militares das Forças Armadas que, segundo ele, “um militar das forças armadas coça o saco dia e noite, e pegando o dinheiro do povo brasileiro”. O deputado estadual Eyder Brasil, que é do Exército, se doeu e emitiu uma “nota de repúdio”. O problema é que ele não conseguiu contestar a declaração do parlamentar federal com algum tipo de argumento sólido. Dizer apenas que “pesquisas revelaram que as Forças Armadas permanecem sendo consideradas a instituição mais confiável do país” não é pré-requisito para manter os privilégios na previdência. Eyder Brasil é sargento do exército e tem 41 anos. Pergunta ai com quantos anos ele aposenta…

Novo medicamento contra câncer de mama aumenta taxas de sobrevivência

Um novo medicamento melhora drasticamente as taxas de sobrevivência de mulheres jovens com a forma mais comum de câncer de mama, afirmaram cientistas neste sábado (1), citando os resultados de um teste clínico internacional. As descobertas, apresentadas na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago, mostraram que a adição de um medicamento conhecido como inibidor de ciclinas no tratamento elevou as taxas de sobrevivência a 70% contra 46% das mulheres que receberam o tratamento padrão. A taxa de mortalidade foi 29% menor do que quando as pacientes receberam um placebo. A autora principal do estudo, Sara Hurvitz, disse à AFP que o estudo se centrou no câncer de mama com receptores hormonais positivos, que representa dois terços de todos os casos de câncer de mama entre as mulheres mais jovens e que no passado foi geralmente tratado com terapias que bloqueiam a produção de estrogênio. “Realmente, pode-se obter uma sinergia ou uma resposta melhor, uma eliminação melhor do câncer, ao acrescentar um destes inibidores no ciclo celular”, além da supressão hormonal, disse Hurvitz. O tratamento é menos tóxico do que a quimioterapia tradicional porque ataca de forma mais seletiva as células cancerosas, bloqueando sua capacidade de se multiplicar. O teste, que analisou mais de 670 casos, incluiu apenas mulheres com menos de 59 anos, que tinham câncer avançado (na etapa 4), para os quais não tinham recebido tratamento de bloqueio hormonal prévio. A pesquisa recebeu recursos da farmacêutica Novartis.

Sobre o autor

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria em comunicação
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