Brevíssimo levantamento no Detran de Rondônia revela pagamentos abusivos de diárias e conflitos de interesses gritantes; órgão é o que tem mais resistência à sabatina do Legislativo

Perguntar não dói…

O que leva um ser humano adulto acreditar que se a Petrobrás for privatizada o preço do combustível vai baixar? Será que é a mesma doença que os levou a crer que a privatização da Eletrobrás reduziria o valor na conta de energia e a que os convenceu que pagando a bagagem nos voos os preços da passagem também cairiam?

Olha essa

A diretora-adjunta do Detran, Benedita Aparecida Oliveira, que passou o feriadão incitando servidores do órgão a protestarem contra os deputados estaduais que querem sabatinar diretores de autarquias e fundações, conforme estabelece uma emenda Constitucional de 2017, é sócia em nada menos que 16 empresas, sendo 1 no Paraná, 9 em Rondônia, 1 em Minas Gerais e 2 em São Paulo. Em Rondônia ela figura como sócia em empresas de formação de condutores e até na Associação dos Centros de Formação de Condutores de Ariquemes. Só isso já é motivo suficiente para ela ser exonerada, no mínimo, por conflito de interesses. Para quem não sabe ou não tá nem aí, o Detran é quem habilita esses centros…

Caixa preta

Durante longos oito anos o Detran de Rondônia ficou nos labirintos obscuros de interesses da família do Senador Acir Gurgacz (PDT) que indicava diretores, servidores, mandava e desmandava. No período, as taxas do Detran chegaram aos patamares mais altos, foram criadas normas, terceirizaram diversos setores, inclusive vistoria e o povo, bem, só serve mesmo para pagar taxas.

Além disso

Levantamento feito pela Assembleia Legislativa apenas em pagamentos de diárias a servidores nos últimos quatro anos (2014/2018) revelou que o Detran pagou nada menos que R$ 15 milhões no período. Um verdadeiro despautério, se levarmos em consideração que os serviços do órgão são centralizados em Porto Velho e as Ciretrans atendem nas demais regiões do Estado. Por onde esse povo andou tanto nesse tempo? E por onde andava o sindicato que nunca viu essas lambanças?

Indicativos

Marcos Rocha trouxe Sérgio Moro à Porto Velho para mandar um recado. Se captaram ou não, é porque faltou sensibilidade. A visita, de resultado prático, não teve nenhum. Mas, simbolicamente ele disse que o Ministro da Justiça está a seu lado, e que ele, Rocha, estaria afinado com os interesses bolsonaristas. E a visita veio como forma de intimidar os deputados, que avançam com um pedido de impeachment que pode dar uma tremenda dor de cabeça a Marcos Rocha.

Tem que obedecer

Por mais que o governador esteja protelando, o caso é sério. O Legislativo não vai abrir mão de sabatinar os diretores de autarquias e fundações públicas. O caso já está pacificado no Supremo e o Executivo vai ter que ceder neste ponto. Rocha terá que exonerar os diretores, que após passarem pelo crivo do legislativo poderão ou não serem nomeados. Goste ou não, é assim que a banda toca.

Grampolândia

Não é de hoje que a coluna alerta para que o Ministério Público do Estado faça uma devassa nos sistemas de escutas que são utilizados pelo Executivo. Mais uma vez nos chegam relatos que autoridades, jornalistas e empresários estão “no grampo” indiscriminadamente. Depois, quando começarem a pipocar conversas de autoridades, incluindo do Judiciário, não vai adiantar reclamar.

Para pensar durante a semana

Prefiro a censura do STF que a ditadura que o Ministério Público Federal tenta impor com o “lavajatismo” desenfreado. Auto Proclamaram-se paladinos do combate à corrupção, destroem reputações em uma sanha pela poder. Cá entre nós, Deus nos livre de Deltans, Moros e outros na mais alta Corte do País. Se está ruim com a pluralidade, imagine com esse povo decidindo as coisas por lá.

Risco de câncer: uma garrafa de vinho ou 5 a 10 cigarros por semana dá no mesmo?

Beber uma garrafa de vinho por semana equivale a fumar de cinco a 10 cigarros por semana quando se trata de aumentar o risco de câncer ao longo da vida, de acordo com um novo estudo que recebeu grande cobertura da mídia. O estudo feito no Reino Unido foi tanto criticado como elogiado por especialistas. Para as mulheres, o consumo de uma garrafa de vinho por semana aumentou o risco absoluto de câncer ao longo da vida na mesma proporção que fumar 10 cigarros por semana, em grande parte devido ao maior risco de câncer de mama. Entre os homens, beber uma garrafa de vinho por semana aumentou o risco absoluto de câncer ao longo da vida equivalente ao consumo de cinco cigarros. O trabalho foi publicado online em 28 de março no periódico BMC Public Health. Embora existam muitas publicações e pesquisas analisando tanto o cigarro como o álcool e seus respectivos riscos de câncer, este é o primeiro artigo a compará-los. Dois especialistas convidados a comentar o estudo revelaram pontos de vista diferentes sobre o trabalho. A Dra. Ruth Etzioni, Ph.D., bioestatística do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, Washington, não se convenceu de que comparar cigarros e álcool seja útil para o público. O título do artigo contém a frase “Quantos cigarros há em uma garrafa de vinho?” De acordo com a Dra. Ruth, isso mostra que “obviamente foi escrito para chamar atenção”. E completou: “Eu recomendaria dar a menor atenção possível”. “Os tumores causados pelo tabagismo, que são muito claros, não são os mesmos que os supostamente induzidos pelo álcool – que são muito menos claros”, explicou a Dra. Ruth. “Fazer essa comparação não ajuda e certamente gera apreensão. Há muito mais incerteza sobre o risco de câncer causado pelo consumo de álcool do que pelo cigarro”. O estudo é um desserviço aos leigos preocupados com a própria saúde, sugeriu a Dra. Ruth. “Esse é o tipo de publicação que faz com que as pessoas que tentam cuidar bem da própria saúde arranquem os cabelos”. Outro especialista, no entanto, viu mérito no estudo. “Profissionais de saúde pública e, possivelmente, o público, têm questionado sobre os riscos do álcool em comparação com o tabagismo, e este artigo claro e excelente traz essa informação”, comentou o Dr. Mark Petticrew, Ph.D., professor de avaliação em saúde pública da Faculty of Public Health and Policy na London School of Hygiene and Tropical Medicine, na Inglaterra. “Por essa razão, é um estudo incomum e importante”. Ele disse ainda que os autores não são “alarmistas” e eles dizem isso. “O artigo começa dizendo ‘devemos primeiro deixar absolutamente claro que este estudo não diz que beber álcool em moderação é de alguma forma equivalente ao fumo’”, disse o Dr. Mark.


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