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[COLUNA] – Alô Marcos Rocha e bancada: nova rota para soja pode estagnar de vez a economia em RO

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Miritituba vira o novo “queridinho” do transporte rodoviário e grandes grupos passam a investir no Pará e esquecem a “saída do Pacífico” e a hidrovia em Rondônia; e ainda, conta de energia elétrica não vai baixar

Não vai baixar

Apesar dos protestos indignados dos consumidores rondonienses a conta de energia não vai reduzir. Mas isso tem um forte motivo, não depende da empresa querer (não que queira), mas depende de um esforço conjunto entre Estado e União. O motivo é simples. Se tomarmos por base uma conta de R$ 82,97 40,97% de encargos sobre a distribuição (R$ 30,86), 21,19% de transmissão (R$ 15,97), 23,95% de encargos setoriais (R$ 18,05 – mais abaixo explico o que são eles), perdas do sistema, 12,77% (R$ 9,63) e 1,12% de tributos (R$ 0,85). O valor total dessa conta ai é de R$ 75,36 e a ele soma-se mais 17% (isso mesmo, dezessete) de ICMS do Estado, totalizando os R$ 88,17. Desse valor é retirado o PIS/PASEP 1,41% (R$ 1,06), e o Cofins 5,54% (R$ 4,18). Faltam R$ 0,04 que foram acrescidos pela empresa em algum arredondamento, para maior, é claro.

Pois bem

Com isso fica claro (desculpe o trocadilho) que não se trata de uma questão de “ter vontade” e sim de fazer um ajuste tributário em nível nacional. Até porque a Energisa está presente em 11 Estados e como vivemos em uma república federativa, se baixar para um, todos vão querer. Portanto, o caminho mais eloquente para esta situação não é ficar gritando em praça pública pela redução, e sim tentar ver qual o ente que está disposto a abrir mão de reduzir sua receita em prol da sociedade.

E o tal “encargo setorial?”

De acordo com a ANEEL, ele é composto dessa forma:

Conta de Desenvolvimento Energético – CDE;
Programa de Incentivo à Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA;
Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos – CFURH;
Encargos de Serviços do Sistema – ESS e de Energia de Reserva – EER;
Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica – TFSEE;
Pesquisa e Desenvolvimento – P&D e Programa de Eficiência Energética – PEE; e
Contribuição ao Operador Nacional do Sistema – ONS

Vamos estagnar

Jair Bolsonaro foi eleito presidente, e junto com ele uma penca de políticos, incluindo o governador de Rondônia Marcos Rocha. Esperanças foram renovadas, mas principal problema do país ainda não foi resolvido e está longe de ser, o desemprego. Enquanto o governo bate cabeça com a reforma da previdência, que poderia ser adiada em prol de uma reforma ainda mais urgente, a tributária. É através dela que conseguiríamos, senão resolver, mas ao menos aquecer a economia. O cenário para Rondônia nos próximos anos é o pior possível, e ninguém da bancada federal está se mobilizando no sentido de impedir uma estagnação econômica sem precedentes no Estado, e eu explico.

Modal descobre Miritituba

Quem trabalha com setor de logística já está lá, incluindo as multinacionais e gigantes do transporte. Miritituba, distrito de Itaituba no Pará virou o novo “El Dorado” da logística. Grande parte da soja produzida no Mato Grosso está sendo escoada por lá. Mesmo com as dificuldades da rodovia 163, que deverá estar toda pavimentada até o final deste ano (duplicada inclusive), o transporte de soja por Rondônia deverá cair, e muito nos próximos meses.

No início deste mês

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes esteve por lá e se comprometeu a pavimentar o trecho Miritituba-Santarém até o fim deste ano, e colocar no pacote de privatização. O Grupo Maggi suspendeu os investimentos em Rondônia e está migrando para Miritituba, quem aliás “descobriu” essa nova rota foi Blairo Maggi que levou 70 carretas de soja na estrada ainda em 2013.

E qual a vantagem?

Em março do ano passado, a Hidrovias do Brasil iniciou oficialmente o transporte rodoviário entre Mato Grosso e Miritituba. O vilarejo, cravado na margem direita do Tapajós, fica a 300 km de distância ao sul de Santarém. Para o produtor, isso significa 300 km a menos de estrada para percorrer até chegar ao destino final da BR-163. Grandes cargueiros não conseguem subir até Miritituba, por causa da pouca profundidade do Tapajós nesse trecho do rio, mas as barcaças (chatas) conseguem carregar boa parte da produção, que passará então a descer até Santarém pela hidrovia do Tapajós. Cada comboio de barcaças pode transportar até 30 mil toneladas de grãos. Isso equivale a mais de 800 caminhões de grãos. Trata-se de mais uma rota fundamental que se abre para o escoamento. Além da distância mais curta em relação aos produtores de grãos do Mato Grosso, Miritituba guarda outras vantagens em relação ao porto de Santarém. Seus terminais serão alcançados diretamente por um acesso de 30 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230), que corta a BR-163.

Pesados investimentos

Os cálculos preliminares dão conta de que cerca de R$ 600 milhões deverão ser investidos nos terminais de Miritituba. Mais R$ 1,4 bilhão são calculados para compra de comboios de barcaças. Somente a Cargill, que tem um terminal de cargas em Santarém em operação há dez anos, investirá cerca de R$ 200 milhões no local. O plano é triplicar o volume de soja exportado pela empresa em Santarém, saltando de 1,9 milhão de toneladas para mais de 4 milhões de toneladas por ano. Essas informações são do Valor em reportagem de 2013.

Outros grupos

Que operam com cargas, postos de combustíveis e logística com presença em Rondônia estão aos poucos migrando para o Pará. A tendência é que nos próximos dois anos, tenhamos uma queda abrupta no tráfego de carretas para Rondônia. Com isso, as chances de investimentos na malha rodoviária serão cada vez menores. Até mesmo a tão sonhada pavimentação Porto Velho – Manaus deverá dar uma esfriada. Mas, mesmo que ela saia, o transporte terrestre de mercadorias é infinitamente mais barato feito pelos rios que pela rodovia.

Portanto

A bancada federal e o governo, além da Assembleia Legislativa, precisam trabalhar em um planejamento a curto e médio prazo para atrair empresas interessadas em investir no Estado e gerar empregos sólidos. O nosso grande gargalo atualmente é que o Estado é o grande empregador em Rondônia, e com ICMS e encargos nas alturas e a falta de mão de obra qualificada, fica praticamente impossível atrair investidores. E se o Estado reduzir os encargos e não atrair ninguém, a receita baixa e o problema se torna ainda maior. Passou da hora de tratar política com amadorismo e o tal do “deixa que depois eu faço”. Ou temos uma solução a curto e médio prazo, ou perderemos, mais uma vez, o bonde da história.

Café da manhã não pode ser determinado como “principal refeição do dia”

Apesar das antigas crenças e recomendações médicas generalizadas, o café da manhã não parece ter um papel importante na perda ponderal no final das contas, já que uma nova metanálise não revelou evidências de que tomar café da manhã reduza a ingestão calórica diária, e o ganho de peso não é maior entre as pessoas que pulam esta refeição. “Embora o café da manhã seja defendido como a refeição mais importante do dia na mídia desde 1917, há poucas evidências que embasem o desjejum como estratégia de perda ponderal, inclusive em adultos com sobrepeso ou obesidade”, concluíram os autores. “Esta revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que estudaram a mudança do peso de adultos que tomam ou pulam o café da manhã não encontrou evidências para embasar a crença de que tomar café da manhã determine a perda ponderal ou que pular o desjejum leve a ganho de peso”, acrescentaram. Na metanálise, Katherine Sievert e colaboradores da School of Public Health and Preventive Medicine da Monash University, em Melbourne, Austrália, avaliaram dados de 13 ensaios clínicos randomizados, dentre os quais sete estudaram o efeito de tomar o café da manhã na mudança de peso (N = 486) e 10 avaliaram o efeito na ingestão de energia (N = 930). O estudo foi publicado em 30 de janeiro de 2019 no periódico BMJ. Embora houvesse alguma heterogeneidade entre os estudos, no geral a diferença de peso foi muito pequena, favorecendo os participantes que não tomaram café da manhã (diferença média = 0,44 kg). Enquanto isso, os estudos nos quais os participantes foram designados a fazer o desjejum mostraram que eles tiveram uma ingestão diária total de energia maior do que os participantes alocados para não fazê-lo (diferença média = 259,79 kcal/dia), contrariando as teorias que afirmam que pular o café da manhã leva a uma compensação ao longo do dia.


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Direita e esquerda estão levando o Brasil para um buraco sem fundo

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Polarização, com ideais distorcidos transformam o país em uma partida de futebol, o resultado é um empate que está dificultando a sobrevivência até dos ricos

Essa semana a esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Heloísa, se queixou de estar “passando perrengue” com o salário de pouco mais de R$ 30 mil que o parlamentar recebe. E se está ruim para ela, imagina o restante do país. Também esta semana, o preço da carne disparou, a gasolina subiu mais 4% e o salário mínimo projetado vai ser reduzido. O desemprego segue aumentando e os direitos trabalhistas foram para o ralo.

O governo vem adotando medidas, algumas controversas, como o fim do seguro obrigatório alegando que “quem quer seguro, faz um privado”. O problema é que grande parte dos brasileiros sequer consegue pagar a parcela de seu carro, que dirá fazer um seguro, que custa em média R$ 700 para carros populares (valor varia de acordo com idade, uso do veículo, etc). Em Rondônia, a conta de energia virou o grande vilão, que coloca muita gente na condição de ter que escolher entre pagar a conta de energia ou comprar comida. 

Nos supermercados, é visível a mudança tanto na quantidade, como na qualidade dos produtos e no caixa é onde o susto acontece.

Porém, nas redes sociais é possível ver gente defendendo tudo isso, muitos na esperança de dias melhores que não virão. A carne não vai baixar de preço, segundo o próprio governo informou. Gasolina e energia também não terão redução, e o maior problema, os salários não acompanham esses aumentos.

Mas ninguém dá bola para isso. 

“O importante”, dizem, “é que os comunistas não vão transformar nossa bandeira para a cor vermelha”, como se isso fizesse alguma diferença. No Brasil atual, mais vale pagar preços exorbitantes do que acordar para a realidade, o país está dividido e só quem ganha com isso são os especuladores, cuja maioria vive em Miami, para onde aliás, migrou grande parte dos ricos brasileiros que defendem as políticas atuais sem levar em conta as dificuldades que passam os compatriotas, que não tem condições sequer de viajar para ver parentes em outros estados.

Ao mesmo tempo, a esquerda mantém a mesma narrativa de décadas atrás, insistindo em políticas assistencialistas, sem projetos claros para resolver problemas do país e sofre com divisões internas. O revanchismo tolo dos atuais mandatários, com discursos distorcidos não os permitem enxergar que, tanto esquerda quanto direita tem idéias que podem ser aproveitadas para melhorar, ou ao menos tentar, a qualidade de vida dos brasileiros.

Faltam estadistas. Faltam patriotas de verdade. O que temos são narrativas antagônicas que perdem tempo em debates inócuos, mas o bolso dos especuladores segue enchendo, enquanto os carrinhos de supermercado vão esvaziando. É cada um querendo ter mais razão que o outro.

“Dividir para conquistar”. Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera) e por outros conquistadores, como Napoleão, é um fenômeno que está acontecendo tanto no Brasil quanto na América Latina. Criou-se a fantasia de “invasão comunista”, de “cristãos contra todo o resto” ou de “direita contra esquerda”, e enquanto perdemos tempo alimentando o ódio entre nós, as ratazanas do mercado seguem enchendo os bolsos.

O brasileiro precisa evoluir. Somos o maior país da América Latina, temos recursos naturais, minerais, intelectual, mas não conseguimos avançar como cidadãos. São momentos de crise que o povo tem que se unir, cobrar de seus representantes, sejam de direita ou esquerda, melhoria na vida da população. O embate entre direita e esquerda está cansativo e não chega a lugar algum. Somos um país, uma só unidade federativa, e as políticas públicas afetam a todos, independente de ideologias. Quem tem mais de 40 anos acompanhou a transição entre governos militar e civil nos anos 80. Acompanhou o confisco da poupança feito por Collor de Mello, e se ná época existisse redes sociais, certamente muitos teriam defendido tal aberração, que sacrificou as economias de milhares, mas não resultou em nada nas contas governamentais.

Estamos revivendo esses traumas com as atuais políticas. Enquanto o resto do mundo cresce, o Brasil encolhe e emburrece com debates inócuos. Milhares estão vivendo nas ruas, outros milhares estão fazendo das ruas, a segunda moradia por terem que trabalhar como entregadores, motoristas de aplicativos, malabarismos em semáforos ou mesmo pedintes. Um país dividido só tem um destino, o fundo do poço, para onde seguem direitistas, esquerdistas e até terraplanistas. O problema está sendo chegar ao fundo. Pelo que tudo indica, ele ainda está longe de ser alcançado.

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V

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[COLUNA] – Como uma bancada federal de onze vira apenas dois

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Rondônia está muito mal representada em Brasília; e ainda, aumenta a pressão sobre Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho

Ausência

A coluna volta a ser diária a partir de março de 2020. Estamos trabalhando na reorganização da linha editorial e na ampliação da cobertura. Em 2020, vem muita novidade por ai.

Encolhendo geral

Há tempos que Rondônia não tinha uma representação tão insignificante em Brasília. Dos oito deputados federais e três senadores, podemos reduzir a atuação a apenas dois, Léo Moraes na Câmara e Acir Gurgacz no Senado. Os demais são meros coadjuvantes. Sem contar o deputado federal Expedito Netto, que tomou um chá de sumiço. Se no primeiro mandato Netto teve atuação expressiva, após a reeleição ele desapareceu. Léo Moraes assumiu a bandeira de luta contra os abusos da Energisa e Gurgacz vem marcando presença em diversos debates e segue com sua batalha na tentativa de anular a sentença do STF. Não fosse essa condição fragilizada, ele certamente estaria no centro dos debates que polarizam o país.

Demorou

Aumenta na Câmara de Vereadores de Porto Velho a pressão contra o prefeito Hildon Chaves, que resolveu tirar umas férias pela Coréia e não consegue resolver questões básicas da cidade, entre elas o drama do transporte escolar. Hildon foi eleito com grande expectativa por parte da população que cobra de seus representantes uma posição mais firme em relação ao prefeito, que parece estar sempre de férias. 

Vazamentos

Os áudios obtidos em um grupo de Whatsapp da extinta Draco II revelaram um lado obscuro da Polícia Civil de Rondônia. O detalhamento de ações ilegais para prejudicar autoridades e desafetos mostra que é preciso passar à limpo algumas ações da corporação, e coloca sob suspeição os trabalhos envolvendo o combate à corrupção. Mas isso não é de agora. Começou quando Confúcio Moura resolveu “reestruturar” a polícia, ainda em seu primeiro mandato. Quem puxar pela memória vai lembrar que a polícia civil chegou a fazer greve por causa desse aparelhamento.

Apocalipse

O ponto alto dessas mudanças foi a famigerada Operação Apocalipse, um emaranhado mal explicado que indiciou 86 pessoas, entre vereadores, deputados estaduais, empresários, servidores públicos e até estelionatários conhecidos. Na época, PAINEL POLÍTICO apontou uma série de falhas graves que destruíram reputações. Muito foi corrigido pelo judiciário, mas os prejuízos a imagem nunca serão reparados.

Em Campo Grande

O madeireira Chaules Pozzebom está no presídio federal de Campo Grande e tem gente que aposta por sua permanência na unidade até fevereiro de 2020, pelo menos. São inúmeras acusações que complicam a vida do empresário de Ariquemes.

É cada uma…

Confúcio Moura resolveu polemizar. Sem uma bandeira definida, decidiu abraçar a educação, mas sem apresentar nada concreto em relação ao tema. Melhor seria ter ficado fora do Senado. Por lá, não faz diferença alguma.

Idiotização

O discurso pró-violência assola o país. A frase “bandido bom é bandido morto” nunca esteve tão em alta. Enquanto o governo trabalha com afinco para rasgar a Constituição, deputados e senadores se portam como vândalos, querendo impor regras que destoam da realidade. 

O Brasil que se desconhece

Os brasileiros habituaram a viver em suas respectivas bolhas, seja nas redes sociais ou no dia a dia. Não aceitam mais argumentos, e os que são apresentados são tão simplórios que beiram o ridículo. Enquanto isso, cresce absurdamente o número de pessoas vivendo nas ruas. O número de pedintes e desempregados é escandaloso, e não serão as políticas liberais que resolverão o problema. Precisamos gerar empregos de qualidade e não criar uma massa de mão de obra barata. Se a direita tem tanto medo que o país se torne uma ”Venezuela”, precisa ter projetos claros. Reformas são necessárias, mas pagar as contas no fim do mês também. 

Tem que discutir

O noticiário parece repeteco, mas não, são fatos novos que se repetem com uma enorme rotina. Estou falando da brutalidade e violência cometida por integrantes da Polícia Militar em praticamente todos os estados. A Polícia Militar é uma instituição que é temida por todos, sejam pobres, pretos, brancos, homens e mulheres. As raízes são duas, a própria estrutura da corporação e a falta de apoio psicológico e financeiro. Sim, polícia ganha mal e consequentemente vive mal. As taxas de suicídio são gritantes e nada se faz de concreto para resolver esse drama. Precisamos de uma polícia mais humana, que saiba lidar com situações não apenas puxando o gatilho ou distribuindo sopapos.

O mesmo

Podemos falar sobre os casos de feminicídios e violência contra a mulher em todo o país. Parece uma epidemia, de norte à sul são registrados diariamente casos escabrosos. Parece uma competição, de quem mata de forma mais brutal suas companheiras. Isso não pode ser normalizado sem relativizado, e sim combatido através de políticas educacionais e corretivas.

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Contatos com a coluna podem ser feitos através do Whatsapp 69 99248-8911 ou pelo email [email protected]

Tomar anti-hipertensivos antes de dormir reduz eventos cardiovasculares

Tomar os anti-hipertensivos antes de dormir promoveu uma queda de quase metade dos eventos cardiovasculares em um novo estudo. O ensaio clínico Hygia Chronotherapy é o maior estudo já realizado investigando o efeito do momento do dia no qual as pessoas tomam seus anti-hipertensivos em relação ao risco de eventos cardiovasculares. O estudo designou aleatoriamente 19.084 pacientes para tomar seus medicamentos na hora de dormir ou ao acordar e os acompanhou em média durante seis anos. Os resultados mostraram que os pacientes que tomaram seus comprimidos ao deitar tiveram uma redução de 45% do total de eventos cardiovasculares. Isso representou 56% de redução de morte de origem cardiovascular, 34% de redução de infarto agudo do miocárdio (IAM), 40% de redução de cirurgia de revascularização coronariana, 42% de redução de insuficiência cardíaca e 49% de redução de acidente vascular cerebral (AVC), todos estatisticamente significativos.

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Nas eleições de 2020 serão gastos R$ 2,4 bilhões com prefeitos e vereadores

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Eleição tem que ser financiada pelo setor privado; e precisamos dar transparência

O sistema de financiamento eleitoral para as próximas eleições será com dinheiro público. Um país onde a desigualdade grita nas ruas, com pouco mais de 13 milhões de desempregados, milhões em dinheiro público que poderia (e deveria) estar sendo utilizado em programas sociais, investimentos em educação, saúde, sistema prisional, segurança alimentar e social, devem ser gastos R$ 2,4 bilhões para elegermos  56.810 vereadores, 11.136 prefeitos e vices em 2020.

O Brasil é um dos poucos países que pagam salários a vereadores, sendo que a grande maioria dedica apenas algumas poucas horas durante a semana para exercerem a função. Grande parte das câmaras tem sessões noturnas, ou seja, esses representantes não se dedicam integralmente ao trabalho. Abaixo, uma tabela com salários de vereadores por quantitativo de habitantes.

Habitantes no Município% salário veradoresValor Máximo
até 10 mil20%R$ 5.621,39
mais de 10 mil até 50 mil30%R$ 8.432,08
mais de 50 mil até 100 mil40%R$ 11.242,78
mais de 100 mil até 300 mil50%R$ 14.053,47
mais de 300 mil até 500 mil60%R$ 16.864,17
mais de 500 mil75%R$ 21.080,21

Mas, qual seria a alternativa? O sistema de financiamento privado, mas com transparência. O mais recomendado seria a legalização do lobby, tal qual funciona no sistema americano. 

Por lá, a maior parte do financiamento vem de fontes privadas — que podem ser pequenos doadores individuais (pessoas que contribuem com US$ 200 ou menos), grandes doadores individuais (que contribuem com mais de US$ 200), comitês de ação política (os chamados PACs) e grupos cívicos — ou mesmo de autofinanciamento, nos casos em que o candidato financia a campanha com seu próprio dinheiro.

A legislação estabelece limites para as doações. Indivíduos podem doar até US$ 2,5 mil diretamente a um candidato ou US$ 30,8 mil a um comitê nacional de partido político. Empresas e sindicatos são proibidos de fazer doações diretamente a candidatos ou partidos políticos, mas podem doar dinheiro aos PACs. (Para saber mais sobre financiamentos de campanhas pelo mundo, CLIQUE AQUI)

No Congresso americano os representantes recebem dinheiro para suas campanhas e em troca defendem abertamente determinados segmentos. Portanto, o eleitor sabe exatamente quem paga as contas de seus congressistas e o que eles defendem. No Brasil, operamos na base da hipocrisia política, sabemos quem defende o que, mas todos querem ser ‘isentões’. O resultado é um emaranhado de interesses que se cruzam, e o povo sempre é enganado e penalizado.

O financiamento público de campanha é um remendo que não tem como dar certo. É preciso corrigir essa anomalia que virou uma tentação para oportunistas de plantão, que fazem da política uma forma de enriquecer.

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