Artigos

Bolsonaro está certo – Professor Nazareno*

Em toda a sua História, a população do Brasil jamais teve um presidente que o representasse tão bem como Jair Messias Bolsonaro. Com pouco mais de 57 milhões de votos, o “Mito” reencarna perfeitamente a maioria do pensamento reinante neste país. Politicamente correto ou não, a verdade é que vivemos em uma sociedade cujo espelho maior tem sido o seu atual presidente. Bozo é acusado de ter cortado milhões de reais de recursos da educação. Atitude correta: quem neste país valoriza este setor estratégico e importante para o futuro? Quem coloca seus filhos para estudar em vez de trabalhar? Quem valoriza o professor e as escolas? Quem se interessa em ter leitura de mundo e conhecimentos? Poucas pessoas nesta nação de semianalfabetos. O Brasil sempre teve um dos piores sistemas de educação do mundo e a culpa é de quem nunca o valorizou.

O presidente teria limitado o ensino de disciplinas importantes como Filosofia e Sociologia. Está corretíssimo. Com isso não permite que os alunos pensem e reflitam. Mas o brasileiro nunca gostou mesmo de pensar. A maioria de nossos cidadãos é como toupeiras e quase todos sempre foram levados pelo pensamento dos outros. Prova maior é que votou em peso no atual mandatário. Fala-se que o “Mito” tenta armar a população induzindo-a à violência. Ora, no Brasil são mais de 60 mil assassinatos todos os anos. Isso sem falar no trânsito assassino. Parece que o brasileiro adora a violência. Outros falam que o meio ambiente não está sendo respeitado pelo atual governo. Os brasileiros nunca respeitaram a preservação do seu habitat. Devastamos a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e outros biomas. Somos contra a natureza e toda a sua biodiversidade.

Bolsonaro foi acusado de ter endeusado demais os Estados Unidos. Uma tolice achar isso sem levar em consideração o fato de que muitas famílias brasileiras dão como presente de 15 anos às suas filhas uma viagem à Disney e Orlando. O sonho de quase todas as adolescentes do Brasil, pobres ou ricas, é conhecer os Estados Unidos, a sua gente e a sua cultura. Bolsonaro apenas agiu conforme o pensamento da maioria dos pais e mães de família de seu país. Algo absurdo e surreal, mas natural. Com relação a não reconhecer países comunistas e socialistas como Cuba e Venezuela, por exemplo, é preciso entender que nenhuma dessas nações nos serve como exemplo. Nenhum país com este regime de governo deu certo até hoje. Além de falar só barbaridades e tolices, nosso presidente foi também suspeito de praticar a misoginia, o racismo e a homofobia.

Muitos dos brasileiros “machos” sempre gostaram de bater em suas esposas ou companheiras. A Lei Maria da Penha é praticamente uma exclusividade deste país. Não é somente o “Mito” que pratica a misoginia. O racismo explícito do nosso mandatário não diverge em nada do que fizemos com as nossas minorias incluindo aí os negros, os índios e os quilombolas. E não é apenas o Jair Bolsonaro que é homofóbico. Somos o país que mais mata seus homossexuais, infelizmente. Esta nação nunca respeitou suas minorias, os seus diferentes. Portanto, o seu presidente apenas serve de espelho para seu povo e para o pensamento esdrúxulo e antiquado da maioria. No entanto, a campanha eleitoral já passou. Ele agora é presidente de todos nós. Dos que votaram nele e dos que não o aprovaram. Além disso, a função de todo chefe de nação é apaziguar o seu povo e evitar a divisão e o preconceito entre todos. E ainda vamos ter mais quatro anos assim.

*É Professor em Porto Velho.

Sobre o autor

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria em comunicação
Notícias relacionadas
Artigos

Vinicius Miguel, a nova onda? Por Professor Nazareno

Artigos

Moro não "segue o dinheiro" nos casos de Queiroz e Marielle

Artigos

Não vou sair às ruas - Professor Nazareno*

Artigos

Fora, usinas do Madeira! - por Professor Nazareno

Inscreva-se na nossa Newsletter e
fique informado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Vale a pena ler...
Macri chamará Cristina Kirchner para negociar governo na Argentina