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Geopolítica

Bolsonaro diz que problema do Chile foi o fim da ditadura

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Protestos contra Sebastián Piñera, aliado do presidente, ocorrem mais de 30 anos após fim de regime militar no país

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que os protestos no Chile contra o governo de Sebastián Piñera, seu aliado, têm origem no fim da ditadura chilena, há mais de 30 anos, e em governos de esquerda. Ele também demonstrou preocupação com a situação de outros países vizinhos como Bolívia, Equador, Peru e Paraguai.

“O problema do Chile nasceu em 1990, que ninguém dá valor para isso. Naquela época, as Farc fizeram parte, Fidel Castro, isso tudo. E qual o espírito dessa questão? Primeiro é bater contrário às politicas americanas, imperialistas, segundo eles. E depois são os países que se auto ajudam para chegar ao poder”, disse Bolsonaro após tomar café da manhã em Tóquio. O general Augusto Pinochet, que tomou o poder após um golpe militar em 1973, governou o Chile até março de 1990.

Em entrevista à imprensa, o chanceler Ernesto Araújo afirmou que o governo acompanha o conflito com “bastante atenção”, mas que o momento exige tranquilidade. Ele contou que tem mantido contato com o chanceler do Chile, Teodoro Ribera, e que ele tem dito que a situação está sob controle.

A onda de protestos sociais já deixou mais de 10 mortos. Os confrontos violentos entre a polícia e manifestantes continuaram mesmo após Piñera suspender no sábado o aumento do preço das passagens do metrô, questão que havia desencadeado os movimentos.

Segundo integrantes do Itamaraty, a Embaixada do Brasil no Chile também envia informes e análises diretamente para o governo brasileiro. Tem sido feito, ainda, um acompanhamento das manifestações pela imprensa.

Nesta segunda-feira, 21, o presidente Bolsonaro admitiu que os conflitos no Chile contra a gestão de Piñera preocupam o governo brasileiro, mas evitou se estender no assunto. “Tudo o que acontece na América do Sul a gente se preocupa”, disse o presidente.

O único caso da América do Sul que Bolsonaro considera ter a situação controlada é a Argentina. E, na visão dele, justamente porque a chapa de Alberto Fernández, na qual sua adversária política Cristina Kirchner é vice, é favorita. “A Argentina está tranquila porque a tendência é elevar o pessoal da Cristina Kirchner”, afirmou.

Presidente Jair Bolsonaro chega para cerimônia de entronização do imperador japonês no Palácio Imperial em Tóquio 22/10/2019 Koji Sasahara/Pool via REUTERS

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