Connect with us

Brasil

Bolsonaro confirma exoneração de Alvim, que plagiou discurso nazista; vídeo foi deletado

Publicada

em

Compartilhe

Presidente usou o Twitter para confirmar demissão de secretário de Cultura

O presidente Jair Bolsonaro confirmou há pouco em seu perfil no Twitter a demissão do agora ex-secretário de Cultura Roberto Alvim, que na última quinta-feira, em discurso oficial, plagiou palavras e cenografia do ex-ministro nazista de propaganda Joseph Goebbels, durante anúncio de propostas para a cultura este ano.

Alvim e o próprio presidente foram alvos de duras críticas por parte de autoridades brasileiras e estrangeiras pelo discurso fascista.

Para o presidente, “um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”.

O vídeo, com pronunciamento de Alvim que estava na página da secretaria foi apagado.

O ministro de Informação e Propaganda da Alemanha no período nazista, Joseph Goebbels era conhecido como “braço-direito” de Adolf Hitler, o propagador das ideias nazistas usou propaganda, cultura e falas fortes para idealizar uma nova política que defendia o ódio e a superioridade da “raça ariana”.

As semelhanças nos discursos de Alvim e Goebbels são plágios evidentes:

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou Alvim.

Na década de 1930, segundo o biógrafo Peter Longerich, Joseph Goebbels discursou assim: 

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

Para o historiador Maurício Fontana, uma autoridade brasileira copiar o discurso de Goebbels é um risco à democracia.

“Goebbels foi o principal aliado de Hitler no sentido de difundir o nazismo pela Alemanha. Ele sabia fazer isso muito bem, usando principalmente a música e o teatro. Alvim fala ao som de uma composição de Richard Wagner, o mesmo músico utilizado por Goebbels. O ministro do nazismo, como ficou conhecido, nunca defendeu uma pluralidade de ideias, muito pelo contrário, levou ao seu público que apenas o que vinha da Alemanha era puro e correto. Defender ações desse tipo é atacar a democracia”.

Quem foi Joseph Goebbels

Doutor em Filosofia pela Universidade de Heildelberg, Joseph Goebbels entrou para o Partido Nazista em 1924 e, dois anos depois, foi nomeado líder distrital de Berlim. Neste período, conheceu Adolf Hitler mais de perto e se encantou com as ideias de quem chamava de “líder supremo de uma nação suprema”.

Com grande interesse pela propaganda, levou ao ‘Fuhrer’ a necessidade de se criar um núcleo de propagação das ideias para que todos os alemães entendessem do que realmente se tratava o nazismo.

Nomeado Ministro da Propaganda em 1933, permaneceu no cargo até 1945, saindo apenas após a queda de Adolf Hitler.

Durante a sua gestão, defendeu a “guerra total” contra judeus e pessoas que não estivessem compactuadas com os ideais nazistas, bem como o controle absoluto da imprensa pelo Estado.

Goebbels morreu no dia 1º de maio de 1945, após se suicidar com cianeto depois de matar sua esposa e seus filhos. Meses antes, o ‘braço-direito’ de Hitler já anunciava que a derrota na Segunda Guerra Mundial seria inevitável e que só a morte poderia trazer o verdadeiro orgulho ao povo alemão.

+Destaques

Continue lendo
Anúncios
Comentários

Brasil

Viúva de Adriano diz que ele repassou R$ 2 mi à campanha de Witzel em dinheiro, diz Veja

Publicada

em

Compartilhe

Júlia Mello Lotufo, mulher do miliciano Adriano da Nóbrega e que já havia afirmado que ele seria morto em uma queima de arquivo organizada pelo governador do Rio , Wilson Witzel (PSC), disse que ele teria doado R$ 2 milhões à campanha eleitoral do ex-juiz. Witzel nega a ligação e já aunciou que irá processar a viúva por calúnia, difamação e injúria

A viúva do miliciano e ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, Júlia Mello Lotufo, que já havia afirmado que ele seria morto em uma queima de arquivo organizada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que ele teria doado R$ 2 milhões à campanha eleitoral do ex-juiz. Segundo reportagem da revista Veja, o repasse seria “uma espécie de investimento, um seguro que garantiria proteção para tocar seus negócios clandestinos sem ser importunado pelas autoridades, especialmente a polícia”. 

Ainda conforme a reportagem, Witzel negou, em nota, que conhecia Adriano – que foi morto em uma troca de tiros com policiais da Bahia, ou que tenha recebido algum tipo de ajuda do miliciano. Ele também disse que irá ingressar com uma ação contra Júlia por calúnia, difamação e injúria. 

O texto da reportagem ressalta, ainda, que Júlia vive escondida desde o último dia 1 por temer “represálias de uma organização criminosa infiltrada na administração do Rio caso revele o que sabe”. A revista observa ainda, que mesmo após o Ministério Público acusa-lo de integrar o chamado “escritório do crime”, “Adriano só passou a encarar Witzel de fato como um inimigo ao desconfiar que o governador queria mantê-lo na lista de suspeitos de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco”. 

Adriano também teria confidenciado a pessoas próximas “que só não era inocentado pelo MP porque virara personagem da disputa entre o governador do Rio e o presidente da República”. Parceiros na campanha eleitoral de 2018, Witzel e Jair Bolsonaro se tornaram desafetos, sobretudo depois que anunciaram a intenção de concorrer ao mesmo cargo em 2022”. “Ele percebeu que o governador queria, por meio dele, colar o selo de bandidagem na testa do Bolsonaro”, declarou uma pessoa do círculo íntimo do ex-capitão do Bope”, conforme a reportagem.

As ligações de Adriano da Nóbrega com a família Bolsonaro datam de longa data e o miliciano foi sido homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro com uma moção de louvor apenas cinco meses após ele ter matado um técnico de refrigeração em uma ronda policial que contou com a participação de um outro ex-policial suspeito de ligações com as milícias fluminenses Fabrício Queiroz. 

Em 2005,  Jair Bolsonaro “elogiou o ex-capitão do Bope na tribuna da Câmara dos Deputados. Quando a morte desse herói da família foi anunciada, Bolsonaro, conhecido pela verborragia desmedida, optou pelo silêncio. Àquela altura, ganhava as redes sociais a suspeita de que a primeira-família da República estaria por trás da ação, num caso clássico de queima de arquivo”, observa o texto da reportagem. Com Veja

VOTE NA ENQUETE

||+destaques

Continue lendo

Brasil

TSE rejeita a maioria das assinaturas do partido bolsonarista

Publicada

em

Compartilhe

Aliança deve ficar fora das eleições deste ano

O TSE validou somente 3.101 assinaturas para a criação da Aliança pelo Brasil.

A quantidade de apoios válidos é muito menor do que o número de rubricas rejeitadas até agora: 11.094.

O novo partido de Bolsonaro precisa de 492 mil assinaturas para ser criado oficialmente.

O total de apoiamentos apresentados pelo partido em formação até agora para apreciação da Justiça Eleitoral foi de 60.747, segundo informa a executiva do grupo. Desses, 45.203 estão em prazo de impugnação e 1.349 em análise nos cartórios eleitorais. As informações são do Metropoles

VOTE NA ENQUETE

||+destaques

Continue lendo

Brasil

Subprocurador que recebe R$ 42 mil reclama de salário: ‘Os vencimentos já não chegam ao fim do mês’

Publicada

em

Compartilhe

Nívio de Freitas Silva Filho aproveitou presença do procurador-geral em reunião do Conselho Superior do Ministério Público, realizada em novembro, para reclamar que não sabe se tem ‘condições’ de se manter no exercício das funções

O subprocurador regional da República Nívio de Freitas Silva Filho fez um apelo ao procurador-geral, Augusto Aras, na última sessão extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal em 2019: seus vencimentos não estão chegando ao fim do mês. Em novembro, quando o encontro foi realizado, o contracheque de Nívio apontava que ele tinha recebido, bruto, R$ 42 mil.

“Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao fim do mês. É uma situação aflitiva”, queixou-se Nívio a Aras. “Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função.”

A reclamação foi feita após o discurso de Aras para a abertura dos trabalhos do Conselho. Nívio de Freitas Silva Filho, que é conselheiro, aproveitou a deixa para questionar a regulamentação do auxílio-moradia. A proposta seria assinada por Aras no mês seguinte, concedendo o benefício de R$ 4 mil aos membros do Ministério Público Federal. A benesse havia sido cassada em 2018.

Segundo Nívio, o auxílio-moradia é uma ‘questão de acréscimo, de recomposição, de auxiliar nos custos, porque é excessivamente oneroso o exercício da função’.

O subprocurador alegou que, além de manter a casa em que seus familiares residem, precisa custear outra, em Brasília. “Está nos angustiando esta situação”, afirmou.

Nívio Silva Filho se candidatou à lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para o cargo de procurador-geral mas não ficou entre os três mais votados. A escolha dos procuradores, no entanto, foi ignorada por Bolsonaro, que conduziu Aras ao cargo mais alto da Procuradoria. Aras nem estava na lista. As informações são do Estadão -Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

VOTE NA ENQUETE

||+destaques

Continue lendo
Anúncios

Em alta