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Bolsonaro afirma que chance de ele criar um novo partido é de 90%

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Presidente disse em entrevista à Record TV que briga com Luciano Bivar é por transparência e que não tem mais clima para permanecer no PSL

Em meio ao racha no PSL, o presidente Jair Bolsonaro disse na noite deste domingo à Record TV que a probabilidade de ele sair do partido é de 80%, mas sem perceber o erro matemático, disse depois que a chance de criar um novo partido é maior: 90%. 

“Oitenta por cento para sair e 90% para criar um novo partido, que vai começar do zero, sem televisão, sem fundo partidário, sem nada. O meu sonho, acho muito difícil assumir o comando do partido (PSL), é criar um partido, agora que a gente pode colher assinaturas de forma eletrônica junto ao eleitorado. Até março teria um partido e eu teria dos quase 6 mil municípios, umas 200 candidaturas pelo Brasil. Estaria feliz com isso porque eu poderia escolher, de fato, quem concorreria àquela eleição”, afirmou Bolsonaro .

PSL está rachado em dois. A guerra entre as “casas” lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo cacique da legenda, Luciano Bivar, se transformou em uma das maiores crises políticas do governo até aqui. A disputa pelo comando do partido e dos fundos partidário e eleitoral virou confronto aberto.

Isac Nóbrega/PR
Jair Bolsonaro deve fundar um novo partido

Na entrevista, Bolsonaro diz que a briga dentro do partido não teria relação com a disputa pelos fundos partidário e eleitoral. De acordo com o presidente, a briga é por transparência.

“Eu pago a conta sobre qualquer possível desvio de terceiro no partido. E a mesma coisa acontece no tocante a fundo partidário. O que eu pretendo fazer: ou passo a ter o comando das ações do partido para acabar com isso daí. Se tiver uma caixa preta, abrir. E começar a fazer com que o fundo partidário vá para onde tem que ir. Se bem que eu nunca usei fundo partidário. E o que pode acontecer, de uma hora pra outra? Eu posso sair do partido”, afirmou.

Desde que o clima no PSL azedou, o presidente estuda alternativas para sair do partido. A aposta principal era a fusão do Patriota com outro partido de menor expressão. O núcleo duro do presidente considera que, dessa forma, seria possível que deputados do PSL migrem para a nova legenda sem o risco de perder o mandato. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) têm conversado com dirigentes de outros partidos e avaliam que a fusão é a solução mais rápida, uma vez que dispensa o recolhimento de assinaturas para a oficialização.

Entre as opções na mesa de Bolsonaro também está a criação de um novo partido, como ele reafirmou à Record neste domingo. A UDN, que está prestes a ser criada, e o Conservadores, cujo estatuto está sendo produzido por integrantes do PSL, são algumas das opções, mas que levariam um tempo maior até ser viabilizado porque ainda precisa recolher assinaturas de apoio.

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