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Bebianno é atacado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp pró-Bolsonaro

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Militantes ligados a Carlos Bolsonaro passaram a compartilhar vídeos, áudios, imagens e textos contra o ministro. Neste domingo, passou a circular um áudio intitulado “O Verdadeiro Bebianno”

O exército digital que deu sustentação à campanha que elegeu Jair Bolsonaro presidente foi acionado para uma ação de ataque ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência,Gustavo Bebianno , alvo da primeira grande crise do governo. Pelas redes sociais, militantes ligados ao vereador Carlos Bolsonaro , o mais radical dos filhos do presidente, passaram a compartilhar vídeos, áudios, imagens e textos contra o ministro, cuja exoneração está prevista para ser publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU).

A estratégia é fragilizar ainda mais o ministro que, de saída do Planalto, pode se tornar uma voz de oposição contra Bolsonaro. A aliados, Bebianno tem feito duras críticas ao presidente, de quem se aproximou como um fã. A ideia, segundo integrantes desses grupos, é mostrar que “Bebianno é o traidor, por ter se aliado à mídia” e afastar de Bolsonaro a imagem de que não é leal a seus apoiadores.

Neste domingo, passou a circular em grupos de WhatsApp um áudio intitulado “O Verdadeiro Bebianno”, cujo conteúdo é uma conversa durante a campanha eleitoral entre o ministro e um apoiador de Bolsonaro no Ceará. No diálogo, Bebianno cobra o militante Edson Alex por supostamente ter divulgado um texto crítico a ele.

Nele, afirmava-se que Bebianno e o agora deputado federal Julian Lemos, então presidente e vice do PSL, haviam tornado a legenda em “um grande balcão de negócios”. O texto é intitulado “Bandidos tomaram de assalto o partido do Capitão e hoje colocam em risco a candidatura do próximo presidente do Brasil.”

O ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebbiano Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

No áudio, que voltou a circular neste domingo, Bebianno ameaça processar o militante.

— Se você está dizendo que não foi, eu vou pela esfera cível e criminal e vou f… a vida de quem escreveu aquele bando de impropérios, entendeu? No lugar de a gente estar unido fica um bando de babaca criando esse tipo de viadagem, de babaquice — diz Bebianno na conversa.

No sábado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou em seu perfil numa rede social uma postagem na qual Bebianno é criticado e que chama de “jumento” quem diz que Carlos atrapalha o pai. Na postagem compartilhada por Eduardo e replicada entre os grupos bolsonaristas, Bebianno é apontado como envolvido na sabotagem da escolha de Luiz Philipe de Orleans e Bragança para vice-presidente e num esquema de utilização de laranjas durante as eleições de 2018.

E o texto conclui: “Se fosse qualquer outro ministro e Bolsonaro o defendesse, a mídia e membros do establishment iriam dizer que o presidente estaria passando pano pra corrupto, mas como grande parte está defendendo Bebianno, somos levados a concluir que ministro tem amigos no establishment e que o buraco é mais embaixo. E ainda tem jumento que diz que o Carlos atrapalha o pai. Vocês são idiotas ou o quê?”.

Em seu perfil no Instagram, Bebianno foi criticado ao postar um texto falando sobre lealdade . Apoiadores de Bolsonaro o chamaram de “traidor”. A mensagem atribuída ao escritor Edgard Abbehusen diz que: “O desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”.  Bebianno não cita o nome do presidente na publicação.

Eleitor de Bolsonaro, Bebianno se aproximou do então deputado federal por intermédio do engenheiro Carlos Favoretto. Na época, se ofereceu para assumir a defesa de Bolsonaro em algumas ações e ganhou a confiança da família. Outsider na política, foi Bebianno quem articulou a manobra que tirou Bolsonaro do Patriota e viabilizou sua candiatura pelo PSL.

O ministro enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo justamente supostas irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro. A crise foi amplificada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que foi às redes sociais dizer que Bebianno mentiu ao falar ao GLOBO que havia conversado três vezes com o presidente na última terça-feira. A declaração foi dada para negar que ele estava protagonizando a crise.

O Globo

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Prefeita do PSDB é detida por usar carro oficial para fazer compras em SP

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Mulher foi flagrada com um carro oficial fazendo compras na noite desta sexta-feira com um casal de amigos quando foi abordada por um policial civil

A prefeita Renata Devito (PSDB-SP), do Município de Vera Cruz, cidade distante 85 km da capital paulista, foi levada para a delegacia ao ser flagrada em carro oficial fazendo compras em um shopping na noite desta sexta-feira (14).

Momento em que o policial aborda a prefeita dentro do centro comercial
Reprodução

Ela foi vista no estacionamento de um Outlet, em São Roque, e foi abordada por um policial civil que trabalha na delegacia de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, que flagrou a prefeita guardando uma série de sacolas de compras no carro.

Ele questionou a prefeita porque ela estava utilizando um veículo oficial para fazer compras às 9h da noite de uma sexta-feira e, segundo o policial, ela disse que não devia satisfação, entrou no carro e tentou ir embora.

O policial, então, se posicionou na frente do carro e impediu que a prefeita saísse do estacionamento. Em meio a uma discussão, o policial deu voz de prisão para a prefeita de Vera Cruz, que estava acompanhada de um casal de amigos.

Todos foram levados para a delegacia Central de São Roque, onde o caso será registrado. A prefeita pode responder pelos crimes de peculato ou improbidade administrativa. Via R7

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PM da Bahia detém repórteres da Veja que investigam morte de miliciano

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Eles tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do miliciano morto, ligado à família de Bolsonaro

Dias depois de assassinar o ex-capitão da Polícia Militar Adriano da Nóbrega, a PM da Bahia prendeu nesta sexta-feira 14 dois repórteres que investigavam a morte do miliciano ligado à família de Jair Bolsonaro.

Mesmo identificados como jornalistas, os repórteres Hugo Marques e Cristiano Mariz, da Veja, foram detidos enquanto tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do assassinato.

Segundo a Veja, mesmo depois de apresentarem suas credenciais de jornalistas, os policiais, de armas em punho, determinaram que os dois saíssem do carro, levantassem as mãos, abrissem as pernas para serem revistados. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, indagou várias vezes um dos soldados.

O repórter e o fotógrafo foram revistados e depois conduzidos à delegacia. Os policiais apreenderam o gravador de Marques com diversas entrevistas realizadas ao longo da semana. Os dois foram liberados após 20 minutos. Um agente que se identificou como Sérgio Pinheiro informou ao veículo que a detenção foi uma medida de segurança. 

A revista publicou na noite desta quinta fotos do corpo de Adriano, que reforçam a tese de que ele foi executado – e não morto em meio a um tiroteio, como foi alegado pelas polícias do Rio e da Bahia, que realizaram a operação.

O laudo sobre a morte registrou ainda que dois tiros foram disparados contra Adriano a uma distância curta. “Além disso, as imagens revelam um ferimento na cabeça do ex-capitão, logo abaixo do queixo, queimaduras do lado esquerdo do peito e um corte na testa”, diz a reportagem.

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Greve dos petroleiros já dura 14 dias em 101 unidades da Petrobrás em 13 estados do país

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Passeata em apoio a greve dos petroleiros fechou ruas do Centro do Rio

Uma passeata em apoio a greve dos petroleiros e “em defesa da Petrobras” interditou ruas e avenidas no Centro do Rio desde o início da noite de quinta-feira (13).

O ato, que também foi a favor da redução do preço do combustível e gás de cozinha, interditou a Avenida Presidente Vargas e por volta das 19h interditava a Avenida Rio Branco.

As linhas 1 e 3 do VLT operavam de forma parcial por volta das 18h. A linha 1 fazia o trajeto da Praia Formosa a Parada dos Museus e a linha 3 ia da Central a Santa Rita.

Às 18h20, a cidade tinha 132 km de congestionamento em toda a cidade. A média das últimas três quintas-feiras foi de 117 km.

A greve de petroleiros entra no 14º dia nesta sexta. A Petrobras informa que não há impacto na produção. A Federação que representa os trabalhadores aponta paralisações em 101 unidades da estatal em 13 estados do país.

Petroleiros alertam para desabastecimento e boicote

Reivindicações

A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) previstas para ocorrer no próximo dia 14. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões devem afetar mais de mil famílias.

Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.

Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é “descabido” e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa.

“As justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos”, afirmou a Petrobras.

Decisões na Justiça

No último dia 4, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras continuem trabalhado durante a greve, atendendo parcialmente a um pedido da Petrobras, que solicitou que o tribunal determinasse a suspensão do movimento.

Na decisão, o ministro Ives Gandra Martins Filho determinou que sindicatos que descumprirem a norma terão de pagar multas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, a depender do porte de cada entidade.

Com a manutenção da greve, na última quinta-feira (6) Martins Filho bloqueou as contas de sindicatos. Na decisão, o ministro afirmou que os sindicatos “não apenas descumpriram a ordem judicial… como promoveram adesão maior de trabalhadores”, ao analisar dados apresentados pela petroleira estatal. O ministro determinou ainda a suspensão do repasse mensal às entidades sindicais, compensando eventuais valores apurados em descumprimento da decisão.

Esta semana, a FUP e seus sindicatos protocolaram um agravo interno junto ao TST pedindo a reconsideração da decisão de Martins Filho. Com informações do G1

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