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Geopolítica

Avião ucraniano pode ter sido derrubado ‘sem querer’ por mísseis do Irã

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Como as informações não são oficiais, outros cenários para o incidente continuam sendo investi

voo ucraniano que caiu logo após deixar Teerã, capital do Irã, foi derrubado por um sistema de bateria antiaérea dos iranianos. As informações são da Newsweek, que afirma ter tido confirmações de fontes do Pentágono, de oficial da inteligência norte-americana e de fontes da inteligência do Iraque.

As informações sobre os mísseis iranianos foram também confirmadas pela rede de televisão CBS. No voo atingido estavam 176 pessoas que morreram, incluindo um total de 63 canadenses.

Os três oficiais que falaram à Newsweek afirmam não poder falar publicamente sobre o assunto. A publicação, no entanto, garante que eles afirmam se tratar de um Tor-M1, sistema construído na Rússia e conhecido pela Tan como Gaunlet. 

Ainda de acordo com a publicação norte-americana, a fonte vinda do Pentágono afirma que a avaliação do órgão militar norte-americano é de que o incidente ocorreu de maneira acidental. Segundo ele, provavelmente aeronaves antiaéreas do Irã estavam ativas após ataques com mísseis no país.

Como as informações não são oficiais, outros cenários para o incidente continuam sendo investigados. Entre eles, uma colisão com um veículo aéreo não tripulado ou até um não identificado. Os especialistas não descartam ainda falha de funcionamento técnico e até mesmo um ataque terrorista.

Impossível, diz Irã

O chefe de aviação do Irã, Ali Abedzadeh, declarou em resposta que “cientificamente, é impossível que um míssil tenha atingido o avião ucraniano, e esses rumores não têm lógica”, segundo a agência estatal iraniana Isna.

“Se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele cai em queda livre”, afirmou Abedzadeh à CNN. Ele disse, ainda, que depois de decolar o avião continuou voando por cinco minutos, e que “o piloto tentou voltar ao aeroporto mas não conseguiu”.

Um relatório inicial da autoridade iraniana de aviação civil divulgado mais cedo nesta quinta (9) informou que o avião pegou fogo antes de cair.

Segundo o correspondente da BBC para assuntos iranianos, Ali Hashem, Abedzadeh disse ainda que “havia vários voos domésticos e internacionais voando na mesma altitude de 8 mil pés [cerca de 2,4 mil metros], que não pode ser alcançada de jeito nenhum”.

Abedzadeh também disse, de acordo com Hashem, que “os rumores de que o Irã se recusou a entregar a caixa-preta do avião aos Estados Unidos não são precisos”. Na quarta (8), a Organização da Aviação Civil do país havia anunciado que não entregaria as caixas-pretas, violando as regras da Convenção Internacional de Aviação Civil, do qual o Irã é signatário.

De acordo com a CNN, o relatório inicial mostra que as caixas-pretas do avião foram danificadas, mas as “partes da memória” permanecem em ambos os dispositivos.

Abedzadeh declarou que especialistas ucranianos chegaram a Teerã nesta quinta (9) para decifrar o conteúdo das caixas – e que, se “o equipamento disponível não for suficiente para obter o conteúdo”, o Irã pode enviá-las para a França ou o Canadá. 63 dos 176 passageiros que estavam no avião eram canadenses, e 138 deles tinham o país como destino final.

Trump também afirmou nesta quinta-feira (9) que “em algum momento, eles [se referindo ao Irã] vão liberar a caixa-preta. Idealmente, eles a entregariam à Boeing”, declarou o presidente americano, acrescentando os objetos também poderiam ser entregues à França ou a “algum outro país”.

De acordo com o jornal americano “The New York Times”, os iranianos convidaram o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos a ajudar na investigação. O convite foi feito por meio da Organização Internacional de Aviação Civil (Icao, na sigla em inglês), informaram fontes anônimas ao jornal. A solicitação foi feita apesar de relatos anteriores de que os americanos não estariam envolvidos nas apurações.

A Convenção Internacional de Aviação Civil, da qual o Irã é signatário, prevê que fica responsável pela investigação o país onde a aeronave caiu (ou de onde ela partiu) – nesse caso, o Irã. Porém, a convenção prevê que o país fabricante (os EUA) e a empresa que o produziu, que é a Boeing, participem da investigação e tenham acesso às informações das caixas-pretas imediatamente.

Chance de erro humano é mínima, afirma companhia

Na quarta-feira (8), a companhia aérea do avião, Ukrainian International Airlines, declarou em comunicado que a chance de erro humano ter causado a queda da aeronave era “mínima”.

“O aeroporto de Teerã não é nada simples. Portanto, há vários anos a UIA utiliza esse aeroporto para realizar treinamento em aeronaves Boeing 737, com o objetivo de avaliar a proficiência e a capacidade dos pilotos de atuar em casos de emergência. Segundo nossos registros, a aeronave subiu até 2.400 metros. Dada a experiência da tripulação, a probabilidade de erro é mínima. Nem sequer consideramos essa chance”, diz o comunicado.

A Ucrânia, um dos países que participam das investigações, declarou que buscaria possíveis destroços de um míssil russo no local do acidente, depois de ler informações sobre isso na internet.

Os ucranianos também investigavam a possibilidade de o avião ter colidido com um drone ou com outro objeto voador, de problemas técnicos provocados por explosão ou de uma ação terrorista dentro da aeronave.

Trump também anunciou nesta quinta-feira (9) que já aprovou sanções mais duras contra o Irã. Com G1 e Agências

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