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Geopolítica

Auto-proclamado presidente da Venezuela e líder da oposição, Guaidó é pressionado por desvio de dinheiro da ajuda humanitária

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De acordo com jornal inglês The Thelegraph, o braço direito de Guiadó, que também é seu cunhado, é o principal suspeito

O jornal inglês The Thelegraph publicou extensa reportagem nesta terça-feira sobre supostos desvios de recursos que teriam sido repassados por entidades e governos para ajuda humanitária aos venezuelanos que fogem do país.

Assinada por Harriet Alexander, correspondente do jornal londrino em Washington (EUA), a reportagem aponta que Kevin Rojas e Rossana Barrera – cunhada de Guaidó e Sergio Vergara, o braço direito do líder oposicionista – são acusados ​​de receber o dinheiro destinado a apoiar os venezuelanos na cidade fronteiriça colombiana de Cucuta e gasta-lo em hotéis. clubes, roupas de grife e carros.

Uma tentativa fracassada de conseguir ajuda humanitária no país em 23 de fevereiro viu mais de 40 soldados abandonarem o presidente Nicolas Maduro e jurar fidelidade ao seu rival. Em três dias, esse número havia aumentado para 270 e Guaidó, em Cucuta, para tentar empurrar a ajuda para a Venezuela, elogiou os soldados desertores como heróis.

Ele designou oficialmente o Sr. Rojas e a Sra. Barrera com a tarefa de cuidar dos soldados, que haviam desertado com enorme risco para si mesmos e suas famílias.

No entanto, a polícia colombiana ficou desconfiada quando Rojas e Barrera começaram a viver um estilo de vida luxuoso e a queimar dinheiro.

Numa única noite, de acordo com o Posto Pan-Americano, eles gastaram mais de três milhões de pesos colombianos em uma boate e hotel.

Barrera, informou o site, disse à equipe de Guaido em Caracas que ela estava pagando por sete hotéis em Cucuta, usados ​​para abrigar os soldados. Na verdade, ela estava pagando apenas por dois; os outros cinco hotéis foram pagos pelo governo da Colômbia e pela agência de refugiados da ONU, o ACNUR.

Ela também alegou que havia 1.450 soldados sob seus cuidados; na realidade, o número era 700.

Em meados de maio, Barreras, usando um e-mail falso, convidou membros da elite diplomática de Bogotá para um evento de arrecadação de fundos no restaurante exclusivo Pajares Salina, na cidade. Ela disse que o evento foi organizado pelo “embaixador” nomeado pelo Sr. Guaido para a Colômbia, Humberto Calderon Berti.

Juan Guaidó – GETTY / MATIAS DELACROIX

O levantamento de fundos foi cancelado quando a equipe de Calderón alertou outras missões diplomáticas em Bogotá de que eles não estavam por trás do evento.

Diz-se que as autoridades colombianas capturaram os gastos excessivos e a apropriação indébita de fundos e alertaram Guaido e Leopoldo Lopez, líder do Partido Popular, mas não receberam resposta.

Finalmente, em 27 de maio, a equipe de Calderón convocou uma reunião em Cucuta e pediu que Barrera mostrasse suas contas. Ela informou que gastou US $ 100.000, mas não conseguiu fornecer recibos substanciais, afirmou o site.

Na segunda-feira, Guaido disse que haveria uma investigação completa.

“As ditaduras encobrem a corrupção”, ele twittou. “Nós não”.

Acredita-se que Barrera e Rojas ainda estejam na Colômbia.

Ele anunciou que estava nomeando Lester Toledo, coordenador da ajuda humanitária, para supervisionar a investigação.

“Estamos cumprindo nossa promessa em relação à ajuda humanitária com firmeza e transparência”, disse ele. “Eu disse a Lester Toledo para liderar uma investigação sobre a Colômbia e fornecer uma declaração para toda a imprensa e aliados internacionais.”

Na terça-feira, Toledo exigiu a prisão de criminosos considerados culpados de corrupção, dizendo que eles pediram ao procurador-geral da Colômbia para abrir uma investigação.

Ele também insistiu que os US $ 213 milhões em ajuda enviada pelos Estados Unidos foram administrados diretamente por Washington e nunca entraram nas mãos de Guaido.

O escândalo, no entanto, foi um duro golpe para a equipe de Guaido e foi aproveitado por Maduro.

Uma pesquisa recente feita pela Datincorp, de oposição, mostrou que apenas 36% dos venezuelanos reconhecem Guaido como chefe de Estado, ante 49% em fevereiro.

Maduro, a quem Guaido repetidamente jurou destituir, viu seu reconhecimento aumentar de 34% em fevereiro para 41% em junho.

Ele foi rápido em destacar o suposto roubo de oposição, dizendo que isso mostra que o acampamento de Guaido não é confiável.

“A corrupção não é nova na oposição”, disse ele. “A evidência está saindo.”

As informações são do The Thelegraph

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EUA retiram Brasil da lista de países em desenvolvimento; medida pode restringir benefícios comerciais

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Além do Brasil, EUA alterou status da África do Sul, Índia e Colômbia

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (EUA) publicou uma nota nesta segunda-feira (10) informando que retirou o Brasil da lista de países em desenvolvimento, o que pode restringir benefícios comerciais concedidos às nações que estão nessa categoria.

Além do Brasil, mais 18 países como África do Sul, Índia e Colômbia também foram tirados dessa lista. Com isso, o tratamento preferencial dados a esses países nas negociações pode diminuir. Esses benefícios são, por exemplo, prazos mais longos para negociar, vantagens tarifárias e de acesso a mercados.

A medida também diminuirá as barreiras para que o presidente dos EUA, Donald Trump, investigue, por exemplo, casos de exportações subsidiadas em outros países.

Em nota, o governo dos EUA afirma que a decisão leva em conta “fatores econômicos, comerciais e outros, como o nível de desenvolvimento de um país e a participação de um país no comércio mundial.” Além disso, o departamento de Comércio ressaltou que a decisão foi motivada por pedidos de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Washington para pedir a Donald Trump apoio à entrada do Brasil na OCDE. Em troca, o presidente dos EUA disse que o país teria que “abrir mão” do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ainda na nota oficial, o governo dos EUA destacou que não considerou indicadores de desenvolvimento social, como taxas de mortalidade infantil, analfabetismo e expectativa de vida ao nascer nascimento, como base para mudar o status dos países. Via G1

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Senado absolve Trump em julgamento de impeachment e ele fica no cargo

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Trump é o terceiro a sofrer um processo de impeachment e ser absolvido pelo Senado, mas primeiro a passar por isso durante campanha de reeleição

Donald Trump se tornou nesta quarta-feira (5) o terceiro presidente dos EUA a ser absolvido pelo Senado em um processo de impeachment aprovado pela Câmara. Desta forma, ele não será afastado da presidência.

Ele é o primeiro, no entanto, a passar por isso enquanto tenta se reeleger ao cargo.

Trump era acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso (leia mais sobre as acusações abaixo) e foi absolvido pelos votos de 52 senadores na primeira acusação (contra 48) e por 53 votos (contra 47) na segunda. Para que fosse condenado, ele teria que ser considerado culpado por pelo menos dois terços dos senadores (67 dos 100).

A absolvição está longe de ser uma surpresa. Desde que o processo foi anunciado – e antes mesmo de ser aprovado pela Câmara, em 18 de dezembro – a bancada do Partido Republicano, que ocupa a maioria do Senado, com 53 membros, afirmava que votaria para que ele não fosse condenado.

A única exceção entre os republicanos foi o senador Mitt Romney, candidato do partido à presidência em 2008 e 2012, que votou pela condenação de Trump por abuso de poder (mas contra por obstrução ao Congresso).

“O presidente é culpado de um abuso chocante da confiança pública”, disse Romney em um discurso no Senado. “Corromper uma eleição para se manter no poder talvez seja a violação mais abusiva e destrutiva do juramento ao cargo de alguém que eu possa imaginar”, acrescentou. Com agências Foto de capa – O presidente dos EUA, Donald Trump, chega ao Congresso para o discurso de Estado da União, na terça-feira (4) — Foto: Reuters/Tom Brenner

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Brasil pode perder exportação agrícola ao Irã para Argentina

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Os argentinos se prepararam para uma maior tensão entre Brasil e Irã.

A invasão de argentinos em áreas do Brasil, prevista pelo presidente Jair Bolsonaro, caso Alberto Fernández fosse eleito -eleição que ocorreu-, poderá começar pelo agronegócio. Não fisicamente, mas comercialmente.

Os argentinos se prepararam para uma maior tensão entre Brasil e Irã. Os atritos com o país persa começaram com o apoio do governo brasileiro à ação dos americanos na morte do general Qassim Suleimani, em Bagdá.

Agora, o Brasil, alinhado a Estados Unidos e Israel, sediará entre 4 e 6 de fevereiro, em Brasília, uma reunião do “Grupo de Trabalho sobre Questões Humanitárias e de Refugiados”, criado na “Reunião Ministerial de Varsóvia para Promover um Futuro de Paz e Segurança no Oriente Médio”. Na pauta da reunião, estará a busca de um maior isolamento comercial do Irã, o que preocupa o agronegócio.

No ano passado, em duas reuniões com delegações dos Estados Unidos e de Israel já havia sido solicitado ao Brasil uma posição mais dura contra o Irã, mas o Itamaraty resistiu.

A Argentina, além de atender as principais necessidades de alimentos do Irã, permaneceu neutra no conflito do país persa com americanos.

As negociações dos argentinos com os iranianos já vêm ocorrendo desde outubro e devem se intensificar a partir de agora. Está prevista uma ida de empresários do país vizinho, principalmente do agronegócio, a Teerã.

Essa missão comercial está sendo coordenada pelo Bripaem, um bloco composto por sete países da América do Sul. Edemir Schornen Bozeski, secretário de relações exteriores do bloco, diz que o objetivo é fomentar a relação entre todos os países do grupo (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai).

Assim como busca opções de comércio para o Brasil, o bloco avalia também todas as demais opções comerciais para os outros componentes. E, em uma possível freada das negociações entre Brasil e Irã, o fornecimento de alimentos para os iranianos continuaria sendo feito por um país da América do Sul, segundo ele. O bloco é composto por empresários e prefeitos.

O Irã é o quarto maior importador de alimentos do Brasil, com gastos de US$ 2,2 bilhões (R$ 9,4 bilhões) no ano passado. Cinco produtos se destacam nas compras iranianas: milho, soja, farelo de soja, carne bovina e açúcar.

À exceção do açúcar, a Argentina conseguiria substituir o Brasil nesse fornecimento.Em uma eventual ruptura das relações comerciais entre Brasil e Irã, os brasileiros perderiam um país fiel e que remunera melhor os alimentos adquiridos.

Um dos exemplos é o milho, cujo preço pago pelos iranianos supera em 11% o dos demais principais importadores.

A necessidade de compra de milho pelo Irã soma 10 milhões de toneladas, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) e o Brasil forneceu 54% em 2019, apontam dados do governo.

Com relação à soja, o Brasil não perderia muito. As importações totais iranianas atingem 1,9 milhão de toneladas, mas 84% dessas compras se concentram no Brasil.

A Argentina poderá substituir o Brasil também no farelo de soja. Isso ocorreria em um momento ruim para o Brasil. Com o aumento da produção de biodiesel, a oferta de farelo cresce e os exportadores brasileiros querem elevar a presença no mercado externo.

A carne bovina também é outra demanda iraniana, e o Brasil foi responsável pelo fornecimento de 48% do produto importado pelo país persa.Um exemplo da fricção diplomática é que importadores do Irã já manifestam que a compra da carne brasileira pode ser impactada se houver alinhamento político do governo com os Estados Unidos.

“A posição do Brasil afeta 100% a decisão dos comerciantes iranianos, que perderiam interesse em comprar porque o governo daqui para de cooperar”, disse Mohammad Hosseyn Mohammadzaman, presidente da Ghaza Faravar Penguin, via telefone de Teerã.

O empresário diz ter importado de 8 mil a 10 mil toneladas das 63 mil compradas pelo Irã no Brasil, em 2019. No ano passado, o país foi o sétimo importador de carne do Brasil, representando 3,4% das vendas ao exterior.

Em caso de eventual ruptura, empresários do setor dizem que o Irã buscaria mercados mais próximos, como Romênia e Cazaquistão, que já vendem ao país.

Os argentinos, que lideraram as exportações mundiais de carne bovina na década de 70, e perderam espaço, voltaram a crescer e teriam produto para abastecer o Irã.

Uma missão de empresários do Irã esteve recentemente no Brasil e na lista de produtos que eles querem do país estão arroz e açúcar –neste caso, os argentinos podem fornecer arroz, mas açúcar iranianos buscariam na Índia.

As opções ideológicas do governo podem complicar a vida de um dos setores mais dinâmicos da economia nos últimos anos. Além disso, o alinhamento ideológico com os EUA tem pouco a acrescentar ao agronegócio, uma vez que os dois países são concorrentes em praticamente todos os produtos.

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