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ATUALIZADA: PF faz operação para apurar desvios no transporte escolar em Porto Velho

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Operação não foi confirmada por fontes oficiais

A operação que apura supostas irregularidades no transporte escolar não foi confirmada por fontes oficiais. Uma fonte de PAINEL POLÍTICO havia passado a informação, mas ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

Fontes de PAINEL POLÍTICO confirmam que está em andamento uma investigação ampla sobre o transporte escolar em Porto Velho, que atravessa uma crise sem precedentes.

Imagem de arquivo

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Energisa pode ser retirada de Rondônia, diz presidente da CPI que apura abusos da empresa

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CPI da Energisa entra na fase final

Na reunião da CPI da Energisa, realizada no Plenarinho 2 na tarde desta quarta-feira (19), o presidente, Alex Redano (Republicanos), disse que os trabalhos estão entrando em fase final, havendo a possibilidade de que a empresa seja retirada de Rondônia. O parlamentar explicou que há dados robustos mostrando que a Energisa não está cumprindo seu papel, além de prejudicar a população.

Segundo Alex Redano, para tirar a Energisa de Rondônia é necessário o apoio do Poder Executivo, a exemplo do que está acontecendo em Goiás. “A empresa está sendo retirada de lá, porque o governador avalizou a decisão da Assembleia Legislativa goiana. Isso pode acontecer aqui, para que a população seja melhor assistida”, acrescentou.

O vice-presidente da CPI, Ismael Crispin (PSB), esclareceu que infelizmente a comissão não pode se reunir durante o recesso parlamentar. Ele lembrou que a população espera que o trabalho resulte na redução da conta de energia, mas esse não é o foco das ações existentes na Assembleia Legislativa.

“Temos a consciência de que a CPI impediu novos reajustes. O cuidado é apresentarmos um resultado dentro do que trouxemos para ser investigado. Antes o relógio era arrancado da casa do consumidor sem nenhum aviso e depois vinha a multa. Temos relatos e provas de cortes em finais de semana. Vamos apurar os crimes, os abusos praticados pela Energisa. Essa é nossa busca, e avançamos muito nesse sentido”, afirmou Crispin.

O relator da comissão, Jair Montes (Avante), disse que a CPI ouviu consumidores de praticamente todos os municípios. “Estive em Guajará-Mirim em um protesto e orientei o consumidor. Expliquei que o funcionário da Energisa não pode mexer em seu relógio sem a devida notificação”, citou.

Jair Montes lembrou que, por força de lei, funcionários da Energisa não podem cortar a luz nem retirar o relógio sem avisar com antecedência. “A empresa entrou na Justiça, que até o momento não se manifestou. A legislação existe e deve ser cumprida. Não podemos mais ver pais de família sendo humilhados”, afirmou.

Agenda

A CPI definiu agendas para os dias 3, 4 e 5 de março, quando haverá visitas ao Tribunal de Justiça, Procuradoria Geral do Estado e à Governadoria/Casa Civil. Neste último compromisso os parlamentares querem contar com a presença dos responsáveis pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e pelo Procon.

Foi definida uma reunião da CPI no próximo dia 16, às 9 horas, no auditório da Assembleia Legislativa, com representantes da bancada federal e da Aneel. A reunião foi solicitada pelo deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-RO).

No dia 25 de março deverá ser ouvida a diretoria da Energisa, para que a empresa possa prestar esclarecimentos em relação aos fatos apontados em depoimentos e constatados através de documentação. Os parlamentares afirmaram que os representantes da empresa terão todo o direito de apresentar sua defesa.

Advocacia

O advogado da Assembleia Legislativa, Arthur Ferreira Veiga, esclareceu pontos em relação às ações judiciais impetradas pela Energisa contra três leis aprovadas pela Casa. Ele explicou que em momento algum os deputados aprovaram normas tratando de energia elétrica, o que é atribuição do Congresso.

“As leis tratam da relação entre a empresa e o consumidor, e a Assembleia Legislativa tem competência para isso. Em momento algum a legislação estadual trata do sistema de energia elétrica. Estamos acompanhando as questões judiciais”, esclareceu Arthur Veiga.

O defensor público Sérgio Muniz deixou claro que a Defensoria está de portas abertas para atender o consumidor carente que se sentir prejudicado pela Energisa. Segundo ele, são muitas as reclamações em relação à falta de respeito à legislação estadual, em relação ao prazo para cortes e troca de medidores.

Sérgio Muniz parabenizou a Comissão Parlamentar de Inquérito, pelo trabalho em favor da melhoria da vida do cidadão.

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EXCLUSIVO: Polícia Civil conclui inquérito sobre mensagens em grupos de Whatsapp atribuídas a Júnior Gonçalves; três foram indiciados

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Conversas foram produzidas para fragilizar o Chefe da Casa Civil e tentar garantir uma nomeação para o grupo

Em 1 de agosto de 2019 passaram a circular em grupos de Whatsapp de Rondônia, mensagens atribuídas ao atual Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, onde ele tecia uma série de comentários contra deputados. Os diálogos “printados” mostravam que a pessoa de fato tinha conhecimento dos bastidores do governo de Marcos Rocha, mas pessoas próximas a Gonçalves apontavam algumas falas que ele não costuma usar. Seu suposto interlocutor seria Helvécio Cordeiro Neto, à época, assessor da deputada estadual Cássia Muleta.

De qualquer forma, o caso teve ampla repercussão, os deputados citados fizeram discursos inflamados e um inquérito policial foi instaurado, a pedido do próprio Júnior Gonçalves, o IPL 033.2019.

O primeiro passo foi tentar descobrir onde os prints circularam primeiro, e a polícia encontrou um grupo registrado como “IPVA 1%”. O número 69 9907 6768, que havia ingressado no grupo através de um link de convite foi o autor da postagem.

Após meses de investigação, quebra de sigilo de dados, rastreamento através de antenas de celular espalhadas pela cidade, os policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado conseguiram chegar a três nomes, que foram indiciados pelo crime de calúnia, difamação, agravados com o fato da vítima ser um agente público.

No inquérito, o delegado pontuou, “É fato que dentre tantas linhas de investigação possíveis, estava aquela que sinalizava a ação de um grupo criminoso organizado, com pretensões no cargo ocupado por José Gonçalves e de todo aparato que o margeia”

E foi isso que as investigações revelaram, o lado sujo da briga pelo poder em Rondônia. Os indiciados são os advogados Lauro Fernandes da Silva Júnior, Luiz Felipe da Silva Andrade e Ulisses Vicente de Oliveira Neto. Os dois primeiros fizeram parte da equipe de transição do governo de Daniel Pereira para Marcos Rocha, sendo que Luiz Felipe ocupou o cargo de adjunto da Casa Civil e também era sócio do escritório de advocacia CGS (Campanari, Gerhardt e Silva Andrade. Na época dos ‘prints’, Luiz Felipe ocupava o cargo de Coordenador da Secretaria Executiva.

Júnior Gonçalves, governador Marcos Rocha,Luiz Felipe e Érika Gerhardt

A Polícia chegou até ele, a partir da quebra de sigilo do número 9907-6768 que havia postado os ‘prints’ no grupo. Quando foi ouvido pelos agentes, Felipe chegou a afirmar que seu telefone “havia sido clonado”, mas os investigadores, em contato com a operadora de telefonia, souberam que isso não aconteceu.

Também a partir da quebra de sigilo, a polícia descobriu uma série de 9 ligações, feitas no mesmo dia, de Ulisses para o advogado Lauro. Os prints falsos foram produzidos para desestabilizar Júnior Gonçalves no cargo, e quem sabe garantir a nomeação de alguém ligado a eles no governo. A polícia mostrou que, na mesma época circulou na imprensa a informação que Antônio Campanari, ex-diretor comercial da TV Rondônia, e pai de Richard Campanari, sócio de Luiz Felipe, “era um dos nomes cogitados para assumir a Casa Civil”.

Os depoimentos mostram que a saída de Erika Gerhardt do governo se deu em função de atritos com Júnior Gonçalves, que também tinha como desafetos Luiz Felipe e Richard Campanari.

O inquérito é sigiloso, e PAINEL POLÍTICO teve acesso aos documentos que mostram o passo a passo das investigações. No último dia 5 ele foi encaminhado ao Ministério Público para que sejam feitas as denúncias.

O inquérito foi presidido pelo delegado Marcelo Cozac Bomfim. O espaço está aberto para a defesa dos citados.

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Funcionário da Energisa teria sido assassinado por ter aplicado multa em panificadora

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Polícia prendeu na manhã deste sábado o responsável pelo crime, em Porto Velho

Uma multa de R$ 10 mil. Esse teria sido o motivo do brutal assassinato de Gerson Francisco Nunes, de 45 anos na última sexta-feira em Porto Velho, enquanto religava a energia de uma casa na rua Eurico Caruso, no bairro Aponiã.

Na manhã deste sábado, a Polícia Civil prendeu o comerciante responsável pelo crime, que está sendo ouvido na delegacia de crimes contra a vida. Segundo informações preliminares, o comerciante havia sido multado em R$ 10 mil por uma ligação irregular em sua panificadora e atribuiu a Gerson a responsabilidade.

Ainda de acordo com informações preliminares, o comerciante teria dito que “vinha sendo extorquido” pelos eletricistas para não ser multado novamente. Porém, as imagens do momento do crime contradizem essa versão. Câmeras de segurança mostram o homem descendo do carro e tendo uma breve discussão com o eletricista. Em seguida, eles entram em luta corporal e o comerciante então efetua os disparos.

Ele alegou ter jogado a arma do crime no rio Madeira. O assassino, cuja identidade não foi divulgada, já responde por homicídio em outro caso.

Vídeo mostra momento em que funcionário da Energisa é morto a tiros

Vídeo mostra momento em que funcionário da Energisa é morto a tiros

Posted by Rondoniaovivo on Friday, January 31, 2020

Energisa é a mais odiada

A empresa Energisa assumiu a distribuição da energia em Rondônia após um leilão onde pagou pouco mais de R$ 50 mil, com a promessa de reduzir a tarifa em 2%. Antes mesmo de assumir, a empresa ganhou da Agência Nacional de Energia Elétrica, um reajuste de 23%, e os valores que já eram altos, ficaram exorbitantes. Aliado a isso, a empresa passou a atuar fortemente na fiscalização, o que gerou uma reação do legislativo estadual, que criou uma lei proibindo a empresa de cortar o fornecimento em vésperas de fim de semana, feriados e ter a obrigação de comunicar com antecedência a suspensão no fornecimento.

Mesmo assim, a comunidade ainda tem forte rejeição à empresa e os funcionários que estão pagando por toda essa animosidade.

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