Connect with us

Brasil

‘Amizade’ de Moro com Aécio e caso Queiroz provocam bate-boca na Câmara; assista

Publicada

em

“Tu vai me bater?”, desafiou Delegado Éder Mauro, que precisou ser segurado pela gola do terno para não avançar contra o líder do PT na Câmara

O clima voltou a esquentar na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8). Durante  audiência com o ministro Sérgio Moro na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputados da oposição e da base aliada do governo discutiram em tom ríspido e chegaram a se desafiar fisicamente. 

A confusão teve início quando o deputado Rogério Correia (PT-MG) mencionou suposta relação de amizade entre Sérgio Moro – que estava na comissão para debater o pacote anticrime e o decreto sobre a posse de armas – e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

“A sugestão é, que da próxima vez que o ministro venha, não se utilize 40 minutos para ler um Powerpoint. Aliás, em Minas, tinha uma secretária que chamava Renata Vilhena. Ela foi secretária do choque de gestão do Aécio… O Aécio é muito amigo do senhor, né?”, insinuou Correia, no que foi interrompido pelo relator do grupo de trabalho, deputado Capitão Augusto (PR-SP).

“Houve um acordo para dar oportunidade que o senhor fizesse perguntas. Mas que se atenha ao tema. Se for para partir para esse lado de ofensa, nós vamos interromper. Infelizmente não dá para tolerar”, protestou Augusto.

Correia, então, negou que tivesse ofendido o ministro e retomou sua pergunta, mas foi novamente interrompido, desta vez pelo  Delegado Éder Mauro (PSD-PA). “Tá reclamando do Powerpoint e fica lendo as perguntas que fizeram para ele!”, ironizou o deputado.

A provocação foi a deixa para que o caldo entornasse de vez. Deputados da situação e da oposição se levantaram e, fora dos microfones, o Delegado Éder Mauro esbravejava: “Vai com sua ideologia para lá!”, “Você não tem ideia do que é violência!”, gritava. 

Os principais alvos do parlamentar eram os opositores Paulo Teixeira, que é o líder do PT na Câmara, Ivan Valente (PSOL-SP) e o próprio Rogério Correia . 

Em dado momento, Éder Mauro precisou ser segurado pela gola do terno para não partir para cima de Paulo Pimenta. “Tu vai me bater? Vai me bater?”, desafiava. “Me toca, me toca”, insistia. Ao ser reprimido pelo Capitão Augusto, o delegado-deputado se justificou: “Tá me ameaçando aqui, senhor presidente”. 

Acalmados os ânimos entre os deputados, Correia retomou a fala, mas não durou muito. Seu microfone foi cortado quando ele questionou Moro sobre a data para o depoimento de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), motivando reações de protesto por parte dos aliados do presidente Bolsonaro.

Assista à confusão na Câmara abaixo:

Continue lendo
Anúncios
Comentários