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Amazônia, Acre e Rondônia discutem criação de Zona Especial para o Desenvolvimento Agrícola

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A ideia está se movendo em diferentes áreas e trabalhar em conjunto para buscar recursos federais para viabilizar projetos

Um projeto desenvolvido em parceria quer integrar a Amazônia, Acre e Rondônia e implantar uma Zona Especial de Desenvolvimento Agrícola (Amacro) entre os três estados. O governador do AM, Wilson Lima discutiu a proposta com os governadores do Acre, Gladson Cameli e Rondônia, Marcos Rocha, durante a Expoacre 2019, Feira Agronegócios Acre, em Rio Branco.

Os governadores debateram as vantagens que a criação da zona de desenvolvimento agrícola pode trazer, os pontos críticos e as dificuldades, além das medidas necessárias para delimitar a região e promover o agronegócio sustentável.

Os estados têm as seguintes vantagens para a criação de importantes elementos AMACRO, como a localização e o clima, a abertura para o Pacífico pela Rodovia Interoceânica, a conclusão da ponte sobre o rio Madeira, a retomada da pavimentação da BR-319 , o complexo hidroviário portuário do Alto Rio Madeira e a inclusão das três regiões no Bloco I do Plano Nacional de Retirada da Vacinação da Febre Aftosa para bovinos.

“Temos uma atividade agrícola muito forte aqui no sul da Amazônia, que acaba fazendo uma conexão com o estado do Acre. Estamos muito felizes com o progresso que agora em outubro teremos, com a desoneração da vacinação contra a febre aftosa doença na região ea capacidade de comercializar a nossa carne com a União Europeia “, disse Wilson Lima.

O governador do Acre, Gladson Cameli, comentando a Expoacre, ressaltou a importância do desenvolvimento da região.

“Este ano estamos na linha do agronegócio e na industrialização. Contamos com a presença de dois governadores, Amazonas e Rondônia. Pretendemos fazer um pacto para fortalecer o agronegócio no Norte e a industrialização. É importante enfatizar que nós respeitar nossas leis e querer fazer um agronegócio sustentável, dando oportunidade a todos ”, afirmou.

O secretário da Produção Rural do Amazonas, Petrucio Magalhães Júnior, que também esteve no Acre, avaliou como importante passo as discussões para a criação da AMacro, e destacou as preocupações ambientais como a principal diferença.

“O estado tem uma cultura de agronegócio, e isso precisa ser incentivado. Agora, é claro, temos uma preocupação ambiental, porque estamos na Amazônia, e tão importante quanto os recursos naturais é o nosso povo. O que queremos é um desenvolvimento sustentável de fato “, disse o secretário.

Wilson Lima explicou que a ideia está se movendo em diferentes áreas e trabalhar em conjunto para buscar recursos federais para viabilizar projetos.

“Vamos trabalhar ações com relação às barreiras sanitárias, controle de pragas, postos de controle, compartilhamento de tecnologias, inovações, e tudo isso para o desenvolvimento dessa região há muito esquecida, foi relegada”, disse Wilson Lima.

Na fronteira amazônica com o Acre, um posto de controle aberto por último nunca funcionou. A estrutura vem se deteriorando com o tempo, e a ideia é dar uma alocação à equidade.

Wilson Lima destacou que o Amazonas e o Acre discutem a abertura da estrada que liga Envira, município amazônico, o Feijó, no Acre.

Outras parcerias – Durante a agenda no Acre, Wilson Lima conversou com Carlos Oliveira, Ministro Conselheiro Chefe do setor de Políticas da UE para Economia, Indústria, Mercado Digital e Mobilidade. O governador do Amazonas e o ministro discutirão possíveis parcerias entre a Amazônia e a União Européia.

Wilson Lima também fez o convite para uma delegação da União Europeia visitar a Amazônia e conhecer os projetos desenvolvidos pelo estado para promover o desenvolvimento econômico e social.

Além disso, Wilson Lima aliou-se ao governador do Acre, Gladson Cameli, para discutir a situação de segurança na fronteira entre os estados e também na região de fronteira. A ideia é trabalhar de forma integrada para combater o narcotráfico.

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