Connect with us

Brasil

Adriana Ancelmo já deu cinco depoimentos à PF

Publicada

em

Compartilhe

Ex-mulher de Sérgio Cabral corroborou a delação do ex-governador carioca

Preso desde novembro de 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral fez acordo de delação premiada e sua ex-mulher, a advogada Adriana Ancelmo é quem corrobora as denúncias.

Ela já prestou cinco depoimentos à Polícia Federal, informou o colunista Lauro Jardim (O Globo).

Cabral é réu em 30 ações penais e já foi condenado a 268 anos de prisão. Com a delação, ele espera reduzir suas penas.

Sua defesa prepara para este ano habeas corpus para tentar revogar as três prisões preventivas e uma execução de pena provisória que pesam contra o ex-emedebista. Será a primeira vez, desde novembro de 2016, quando foi detido na Operação Calicute, que ele apresentará tal pedido.

A primeira medida foi tentar revogar neste mês a prisão decorrente da condenação no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), única em segunda instância contra ele. A Justiça ainda decide qual magistrado é competente para analisá-la —se o de Curitiba ou o do Rio de Janeiro.Os futuros pedidos de liberdade, contudo, dependem do pronunciamento do STF sobre temas que afetam a Lava Jato.

A decisão sobre o compartilhamento dos dados da UIF (Unidade de Inteligência
Financeira) —antigo Coaf—, a ser tomada nesta semana pelo Supremo, é outra que pode
interferir no andamento de processos de Cabral.

Falta também a modulação da decisão dos ministros sobre a ordem de apresentação das alegações finais. Os magistrados entenderam que delatores devem protocolá-las antes dos delatados, o que não ocorreu em nenhum processo do ex-governador. O STF ainda vai definir o que fazer com os processos já concluídos.

Enquanto aguarda os próximos passos, Cabral se adapta à nova realidade na cadeia. Ele
passou a sentir animosidade de alguns companheiros de cárcere após as confissões. O clima entre os familiares do ex-governador e os do empresário Miguel Iskin, representante de multinacionais do setor de saúde, foi o primeiro a azedar em Bangu 8 nos dias de visita.

Ele pediu transferência para o Batalhão Especial Prisional de Niterói, onde está detido o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, a mudança foi vetada pela Vara de Execuções Penais.

Cabral divide uma galeria de seis celas de seis metros quadrados cada uma com outros quatros detentos: Eduardo Cunha (ex-deputado federal), Wilson Carlos (ex-secretário), Paulo Melo e Edson Albertassi (ex-deputados estaduais). Painel Político com informações de O Globo e Folha de São Paulo. Foto de capa: Alexandre Cassiano | Agência O Globo

Continue lendo…

Continue lendo
Anúncios
Comentários