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Acredito, RenovaBR e Fundação Lemann: renovação ou infiltração?

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Movimentos de renovação e organizações de formação política provocam choque interno com partidos no Congresso Nacional

“A gente é a favor da reforma com ressalvas. Mas a gente não quer cair nessa polarização de que, só porque você não gosta do governo, você vai ser contra a reforma da Previdência.” Em 16 de maio, o Movimento Acredito publicou nas redes um vídeo em que já dava sopros favoráveis às mudanças no sistema de aposentadoria. Zé Frederico, um dos fundadores da organização, começa a falar e as imagens dão zoom em um livro na estante: Reforma da Previdência, por que o Brasil não pode esperar, dos economistas Pedro Fernando Nery e Paulo Tafner, este último que foi à televisão defender a implementação do regime de capitalização.

Aos que consideraram os fortes sinais, o voto favorável da deputada Tabata Amaral (PDT-SP), membro do Acredito, não deveria ser uma surpresa. Mas a traição aos pedetistas gerou escândalo e multiplicou questionamentos sobre a infiltração de movimentos de renovação e de organizações de formação de lideranças dentro dos partidos.

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Ciro Gomes, por exemplo, já deixou claro que enxerga interesses escusos. Em 13 de julho, chamou a organização de “partido clandestino”, que burla a proibição do financiamento empresarial, tem um programa próprio, e que seus integrantes se infiltram nas legendas, usam o fundo partidário, tempo de TV, quociente eleitoral, para se elegerem e “fazer o serviço de outro partido”. O PDT abriu um processo contra os partidários dissidentes na votação da reforma da Previdência.

A contragosto do ex-presidenciável, estes movimentos parecem ter chegado para ficar. Segundo o estudo “Renovação política ou camuflagem eleitoral? Um raio-x da ‘nova’ política brasileira”, publicado em 2018 pelos pesquisadores André Régis, Aline Santa Cruz, Myllena Santos e Renato Hayashi, a crise de representação do atual sistema partidário e a descrença nos políticos, agravada pelas acusações de corrupção na Operação Lava Jato, contribuiu para o surgimento de movimentos com o intuito de renovar a política brasileira, “dentre eles o Acredito, Agora!, Bancada Ativista, Brasil 21, Livres, Movimento Brasil Livre, RAPS e RenovaBR”. Em 2018, estes movimentos elegeram 29 deputados e 4 senadores em diferentes legendas.

OS DEPUTADOS FEDERAIS TABATA AMARAL (PDT-SP) E FELIPE RIGONI (PSB-ES). (FOTO: JAILSON SAM/CÂMARA DOS DEPUTADOS)

Acredito: entre a independência e a fraude

Fundado em 2017, o Movimento Acredito rejeita o rótulo de “partido” e se intitula “movimento nacional e suprapartidário”. Com feridas abertas pela reforma da Previdência, a organização encabeça oficialmente, desde 15 de agosto, uma coalizão para aprovar um projeto de lei que quer modernizar as siglas no Brasil com o aumento da democracia interna. Nesta iniciativa está o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), que, como Tabata, é liderança do Movimento Acredito e contrariou o seu partido quando votou a favor da reforma. Ouvido por CartaCapital, o parlamentar criticou as legendas por não compreenderem a autonomia do movimento que integra.

“O meu caso é um pouco mais tranquilo que o da Tabata, que passou muito do ponto da ética”, comentou. “Agora, os dois partidos [PDT e PSB] têm dificuldade de entender que o Acredito é um movimento independente, a gente conversou isso muito antes. Nós temos uma carta de independência, eles sempre souberam que nós temos uma orientação, na parte econômica, um pouco diferente dos partidos, e aceitaram nossa entrada. Mas, no momento do voto da Previdência, eles não souberam lidar com isso tão bem, e houve algumas falas muito incisivas. Acho que os partidos vão ter que perceber que existe um clamor da sociedade para atuações mais independentes. Eu não deixo de ser uma pessoa que acredita em políticas sociais importantes porque votei pela Previdência.”

Na contramão do discurso de Rigoni, o presidente do PDT, Carlos Lupi, anunciou, em 17 de julho, que a legenda não lançará mais candidaturas de integrantes de movimentos que recebem financiamento privado. O Acredito alega que aceita doações de pessoas físicas “que compactuam com os valores” da organização e que, “para blindar o movimento”, afirma ter criado um teto em que um mesmo CPF está limitado a doar, no máximo, 20% do orçamento total. Contudo, Lupi acusa a existência de uma estratégia para burlar a legislação e contesta o caráter renovador desta conduta.

CLIQUE AQUI PARA LER A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA

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Prefeita do PSDB é detida por usar carro oficial para fazer compras em SP

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Mulher foi flagrada com um carro oficial fazendo compras na noite desta sexta-feira com um casal de amigos quando foi abordada por um policial civil

A prefeita Renata Devito (PSDB-SP), do Município de Vera Cruz, cidade distante 85 km da capital paulista, foi levada para a delegacia ao ser flagrada em carro oficial fazendo compras em um shopping na noite desta sexta-feira (14).

Momento em que o policial aborda a prefeita dentro do centro comercial
Reprodução

Ela foi vista no estacionamento de um Outlet, em São Roque, e foi abordada por um policial civil que trabalha na delegacia de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, que flagrou a prefeita guardando uma série de sacolas de compras no carro.

Ele questionou a prefeita porque ela estava utilizando um veículo oficial para fazer compras às 9h da noite de uma sexta-feira e, segundo o policial, ela disse que não devia satisfação, entrou no carro e tentou ir embora.

O policial, então, se posicionou na frente do carro e impediu que a prefeita saísse do estacionamento. Em meio a uma discussão, o policial deu voz de prisão para a prefeita de Vera Cruz, que estava acompanhada de um casal de amigos.

Todos foram levados para a delegacia Central de São Roque, onde o caso será registrado. A prefeita pode responder pelos crimes de peculato ou improbidade administrativa. Via R7

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PM da Bahia detém repórteres da Veja que investigam morte de miliciano

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Eles tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do miliciano morto, ligado à família de Bolsonaro

Dias depois de assassinar o ex-capitão da Polícia Militar Adriano da Nóbrega, a PM da Bahia prendeu nesta sexta-feira 14 dois repórteres que investigavam a morte do miliciano ligado à família de Jair Bolsonaro.

Mesmo identificados como jornalistas, os repórteres Hugo Marques e Cristiano Mariz, da Veja, foram detidos enquanto tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, suspeito no caso do assassinato.

Segundo a Veja, mesmo depois de apresentarem suas credenciais de jornalistas, os policiais, de armas em punho, determinaram que os dois saíssem do carro, levantassem as mãos, abrissem as pernas para serem revistados. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, indagou várias vezes um dos soldados.

O repórter e o fotógrafo foram revistados e depois conduzidos à delegacia. Os policiais apreenderam o gravador de Marques com diversas entrevistas realizadas ao longo da semana. Os dois foram liberados após 20 minutos. Um agente que se identificou como Sérgio Pinheiro informou ao veículo que a detenção foi uma medida de segurança. 

A revista publicou na noite desta quinta fotos do corpo de Adriano, que reforçam a tese de que ele foi executado – e não morto em meio a um tiroteio, como foi alegado pelas polícias do Rio e da Bahia, que realizaram a operação.

O laudo sobre a morte registrou ainda que dois tiros foram disparados contra Adriano a uma distância curta. “Além disso, as imagens revelam um ferimento na cabeça do ex-capitão, logo abaixo do queixo, queimaduras do lado esquerdo do peito e um corte na testa”, diz a reportagem.

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Greve dos petroleiros já dura 14 dias em 101 unidades da Petrobrás em 13 estados do país

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Passeata em apoio a greve dos petroleiros fechou ruas do Centro do Rio

Uma passeata em apoio a greve dos petroleiros e “em defesa da Petrobras” interditou ruas e avenidas no Centro do Rio desde o início da noite de quinta-feira (13).

O ato, que também foi a favor da redução do preço do combustível e gás de cozinha, interditou a Avenida Presidente Vargas e por volta das 19h interditava a Avenida Rio Branco.

As linhas 1 e 3 do VLT operavam de forma parcial por volta das 18h. A linha 1 fazia o trajeto da Praia Formosa a Parada dos Museus e a linha 3 ia da Central a Santa Rita.

Às 18h20, a cidade tinha 132 km de congestionamento em toda a cidade. A média das últimas três quintas-feiras foi de 117 km.

A greve de petroleiros entra no 14º dia nesta sexta. A Petrobras informa que não há impacto na produção. A Federação que representa os trabalhadores aponta paralisações em 101 unidades da estatal em 13 estados do país.

Petroleiros alertam para desabastecimento e boicote

Reivindicações

A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) previstas para ocorrer no próximo dia 14. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões devem afetar mais de mil famílias.

Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.

Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é “descabido” e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa.

“As justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos”, afirmou a Petrobras.

Decisões na Justiça

No último dia 4, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras continuem trabalhado durante a greve, atendendo parcialmente a um pedido da Petrobras, que solicitou que o tribunal determinasse a suspensão do movimento.

Na decisão, o ministro Ives Gandra Martins Filho determinou que sindicatos que descumprirem a norma terão de pagar multas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, a depender do porte de cada entidade.

Com a manutenção da greve, na última quinta-feira (6) Martins Filho bloqueou as contas de sindicatos. Na decisão, o ministro afirmou que os sindicatos “não apenas descumpriram a ordem judicial… como promoveram adesão maior de trabalhadores”, ao analisar dados apresentados pela petroleira estatal. O ministro determinou ainda a suspensão do repasse mensal às entidades sindicais, compensando eventuais valores apurados em descumprimento da decisão.

Esta semana, a FUP e seus sindicatos protocolaram um agravo interno junto ao TST pedindo a reconsideração da decisão de Martins Filho. Com informações do G1

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