Connect with us

Resenha Política

A história contada contra as ONGs por Jair Bolsonaro é uma baita mentira

Publicada

em

Leia a íntegra da coluna de Robson Oliveira

ESTUPIDOS – Embora os seguidores (cegos) do bolsonarismo não vejam os danos causados às exportações brasileiras pelas besteiras e pelos impropérios que o presidente declarou nesse episódio das queimadas na Amazônia, os reflexos comerciais são horríveis e vão pesar negativo em médio prazo na balança comercial. Dizem que estupidez tem limites, mas no caso das brigadas virtuais do bolsonarismo, ao que parece não. Se há algo de semelhança entre petistas e bolsonaristas é a cegueira. E diz o adágio: pior cego é aquele que não quer ver. Os estúpidos!

LOROTA – Desde que o presidente brasileiro acusou as Organizações não Governamentais de serem responsáveis por tocar fogo criminoso na Amazônia, os órgãos estatais de repressão não anunciaram uma evidência mínima de que a acusação fosse verdadeira. Corroborando com o presidente francês Emmanuel Macron,  a história contada contra as ONGs por Jair Bolsonaro é uma baita mentira. Em uma semana de ação contra as queimadas sob a responsabilidade do Exército, os únicos presos foram fazendeiros e garimpeiros. Ambientalista, conforme acusação presidencial, nenhum.

MÍDIA – Por dois dias consecutivos este cabeça chata foi procurado por repórteres estrangeiros (Alemanha e Noruega), que estavam no interior de Rondônia, para fornecer algumas informações sobre a pauta ambiental.  O que mais intrigou os colegas foi uma gravação do governador rondoniense coronel Marcos Rocha avisando aos madeireiros de Espigão do Oeste de uma suposta operação dos órgãos ambientais federais e que a polícia estadual estaria desautorizada a participar.  A fala da autoridade em garantir a lei e a ordem estadual causou perplexidade.

FILIAÇÃO – O jovem advogado Fabrício Jurado, ex-presidente do partido Novo, ingressou ontem no DEM. A filiação foi bem disputada por se tratar de uma pessoa conhecida pela seriedade e pelo idealismo. Mesmo sendo a vedete da noite de filiação, o donatário da legenda, senador Marcos Rogério, quis ofuscar o evento com um discurso cansativo e chato. Aliás, o senador vem se notabilizando mais pelo ego superlativo do que pelos méritos senatoriais, segundo observadores políticos.

POSTURA – A postura assumida pelo senador dos Democratas de Rondônia é de candidato a candidato a governador, embora o pleito esteja bem distante e muita água ainda rolará por debaixo dessa ponte. A continuar com a empáfia, o executivo estadual passará bem longe do senador. O que não é uma má notícia.

SIMPATIA – Quem também pode vir a disputar o Governo de Rondônia é o deputado federal Léo Moraes (PODEMOS), apesar de nunca ter assumido tal postura. É uma pessoa de fino trato e tem talento para alçar vôos maiores, desde que evite a aventura de passar pelo paço municipal da capital, local que tem dado dores de cabeça a quem se aventura a administrar.  Na hipótese de candidatura a prefeito, Léo começa bem na frente dos que hoje almejam o mesmo posto e sabe que o atual alcaide não é páreo para ser subestimado, já que as obras começam a emergir e a tulha da municipalidade anda transbordando abundância. No critério simpatia o deputado é imbatível e é um dos critérios que o eleitor sempre leva em conta ao decidir o voto.

GÁS – O governador coronel Marcos Rocha voltou a anunciar – já havia sido anunciado por dois outros governadores – a possibilidade da construção de um gasoduto para abastecer Rondônia. Um papo de cerca Lourenço que engana tão somente os incautos. Para se ter uma ideia da obra, o gasoduto Urucu-Coari-Manaus – inicialmente para ser entregue em 2006, foi concluído em 2016, com início em 2004. Durante todos os anos de atraso, com a pressão de uma bancada amazonense com senadores nomeados ministro, o gás quase não chega às bombas do Amazonas.

PROMESSA – Há pelo menos quinze anos a bancada federal de Rondônia e os governadores de plantão anunciavam a extensão desse gasoduto até Porto Velho. Várias visitas políticas foram agendadas a Urucu e centenas de releases foram produzidos com promessas da vinda do gás a Rondônia. Desde 2017 ninguém falava mais sobre o assunto, seja pelos problemas ambientais da obra, seja pela falta de recursos para financiar a empreitada. Marcos Rocha decidiu requentar a promessa. Pode ser que haja incauto a acreditar, mas a proposta não passa de mais uma promessa vazia. Quem viver verá.

FINANCIAMENTO – A obra consumiu quatro bilhões e quinhentos milhões, bem acima de um bilhão e três milhões inicialmente orçados para a construção de 661 quilômetros de extensão, com sete ramais.  Os custos para trazer o duto até Porto Velho ainda não foram estimados corretamente, mas quem participou dos estudos preliminares garante da inviabilidade econômica. Além, é claro, da escassez de recursos porque passa a Petrobras depois da farra de malfeitos que fizeram com a nossa maior empresa pública nos governos que passaram. Com nenhuma probabilidade da obra iniciar e o gás abastecer Rondônia, ninguém entende a razão da existência de uma estatal estadual com o objetivo de administrar um gás que sequer existe. Exceto como sinecura para empregar néscios que não distinguem o cheiro do gás butano. 

GALLO –  Iran Gallo decidiu disputar o Conselho Federal de Medicina, onde atualmente exerce o segundo mandato como tesoureiro. O CFM estará em boas mãos, caso o rondoniense vença e passe a cantar naquele terreiro da capital federal. 

RETROCESSO – É triste constatar um país que despreza a pesquisa e a extensão, ao cortar as bolsas do CNPQ o Ministério da Ciência e da Tecnologia perde uma das funções mais proeminentes, que é investir na tecnologia e na inovação. As principais pesquisas da área no Brasil são oriundas das universidades públicas que, este governo, tanto persegue. O Brasil da um grande passo ao retrocesso. Infelizmente, podemos apenas lamentar.

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria em comunicação

Continue lendo
Anúncios
Comentários